domingo, 25 de setembro de 2011

"Mega" - Serviços de Skipper

Tendo em conta o caracter socio-cultural deste espaço, cumpre-me a mim a mui nobre tarefa de divulgar os serviços de Skipper do meu colega "Cmdt Mega" vulgo Rui Cabrita.

Cada vez mais o tempo é curto e as férias são para descansar, deste modo deixemos os tempos de viagem a levar com a água no focinho, para quem está disposto a isso, e se queremos que a nossa embarcação fique em boas mãos, temos homem com "O" grande.

Fica aqui o link para o "sáite" do meu colega e sócio "Cmdt Mega"


http://skipper-rui.no.comunidades.net/

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A matar "sódades"

Ah pois é, não metia o cu dentro de um Laser há mais de muito tempo, acho que ainda era um teenager inconsciente, pelo menos a fase de teenager já passou, a outra... tem dias.


Foto gentilmente pela Joana, feliz proprietária do Laser, , dos tempos dos Europes até agora, os reflexos da vela ligeira ainda se mantêm, (alguns) digamos que fiquei cliente.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por áuga acima...

Na sexta-feira que antecedeu este fim de semana, notava-se alguma agitação na Mui Nobre e Real Marina d'Alhandra, os passantes de jerrycan na mão indiciavam que havia saída no fim de semana.



O Simurgh III em preparativos (ex-Leonora)


Agora, Old Navy (antes Free)

Nós rio acima, a Mui Nobre vila d'Alhandra no horizonte e o piloto automático a trabalhar


Alhandra, sempre, filha do Tejo

O Simurgh III numa bolina de muito luxo, na passagem pela vila cidade a montante d'Alhandra


Mouchão da casa branca, os lusitanos, vou sempre visitá-los

Já nem se assustam com a aproximação, devem pensar que lá vem aquele gajo com o raio do alarme da sonda a apitar, cheio de vontadinha de encalhanço


Continuavam em frente á Vala de Salvaterra


Aldeia Avieira do Lezirão


O Vala Real, bote da Câmara Municipal de Azambuja


E a "minha" casa


Encontro de irmãos


2 esbeltas proas dos barcos mais versáteis que já conheci, os DC 740


Leaving Valada, by the sunrise



Como devem ter reparado, não me apeteceu escrever muito desta vez, resumindo, o rio continua cheio de redes ilegais nos sitios do costume, a Ti Rosa tá de férias (não houve bitoques), a Ti Fátima vei-se reformar e fechar o muito "mini-mercado), o mal encarado do café, continua na mesma, (desta vez acho que me ficou com 5 euros que esqueci em cima do balcão), e a última ginginha deu-me cabo da cabeça, ia acabando o stock de ben-uh-ron.

Não sei bem porquê, mas depois do almoço de domingo, os armadores decidiram só zarpar no dia seguinte de madrugada, nessa noite nem o sino da igreja me valeu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vende-se "Mouchão d'Alhandra"

A ilha Mouchão de Alhandra está à venda no site Private Islands Online por 25 milhões de dólares (cerca de 17 milhões de euros).

http://economico.sapo.pt/noticias/ilha-no-rio-tejo-a-venda-por-17-milhoes-de-euros_125365.html

Estive há uns dias a falar com meu amigo Joaquim Henriques, e ele não me disse nada, quiçá eu até poderia estar interessado, mas agora é que não compro mesmo, nem que ele faça um desconto de pronto pagamento ou me deixe pagar em 2 vezes, ainda por cima pode ler-se o seguinte:

"Situada a seis quilómetros de distância do porto da capital, a ilha de Mouchão de Alhandra "

Isto é uma afronta a todos os Alhandrenses, a seis quilómetros só podem estar a falar do Porto de Vila Franca de Xira, que saiba a Vila Cidade ainda não chegou a capital, já agora era o que faltava, primeiro o Mouchão d'Alhandra faz parte da área geográfica da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, agora dizerem que é capital, fdsss.

O Mouchão de Alhandra é nosso. (e Olivença também)

Já agora, o Porto de Lisboa (Stª Apolónia fica a 14 milhas náuticas do Cais do Mouchão, sendo que uma milha náutica é igual a 1.852 m, vejamos 14 M x 1.852 m = 6 km, desculpem a minha ignorância, mas é capaz de ser verdade.

sábado, 20 de agosto de 2011

A visita do Julio

Aproveitando uns dias de férias mais ou menos forçadas, e após alguns acertos de datas, e umas tantas conversações e telefonemas, eu e o Júlio lá conseguimos encontrar uma data comum para nos encontrarmos na Alhandra.
Este encontro serviria de mote a matar as saudades de navegação em conjunto, coisa que já não fazíamos há algum tempo, habitualmente eramos tripulação no "NV Véronique" do nosso "Tio" João Veiga, tempos em que discutiamos qual de nós tinha o barco mais bonito de mundo, quiçá fe todo o universo, talvez mesmo d'Alhandra, d'Aveiro e Cascais.
As put... das nossas vidas profissionais não nos tem deixado espaço para as navegações em mares do Norte, pelo que o ponto de encontro teve de ser na nossa Alhandra.

Após o almoço a bordo do "NV Volare" onde brindámos á nossa eterna amizade que muito nos une, desde que nos conhecemos há uns anos atrás por motivos profissionais, visitava eu o Arqtº Júlio Quirino no seu atelier, a partir daí encontra-mo-nos no Mar da Palha a cruzar as nossas proas, a partir daí, foi um pequeno salto até ás navegações por Mares da Galiza.
Na calmaria do Tejo, ao largo d'Alhandra

Desta feita e após o almoço fomos dar a velejadela da praxe, se bem que o vento nos pregou uma partida e quase não apareceu, aproveita-mos a calma do dia, para falarmos dos nossos projectos pessoais, coisas que nos correram menos bem, outras que esperamos que corram melhor, aquitecturas que ficam para trás, culturas biológicas a seguir em frente, obras que não aparecem, medições e orçamentos que ficam por fazer, desejos e ventos de mudança de ambos os lados, projectos não faltam e acreditamos nas matéria de que é feitas os sonhos.

Vamos esperar pela "Quinta do Nagual" e pelos brindes há sombra do tal alpendre, o "NV Volare" vai continuar a navegar por aqui, aguardando também por outros ventos.

As melhores fotos do "Nagual", aqui a navegarmos, side by side, no Tenebroso Mar da Palha

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mais uma viagem...

Mais uma viagem por água acima pra mais um fim de semana numa das mais pitorescas vilas ribatejanas, á beira Tejo plantada.




A subida no sábado fez-se sem história, o vento não apareceu e tive de contribuir para o enriquecimento da petrolífera.


Entrei em Valada pelo Canal Norte, a maré estava no estofo da enchente pelo que se entra á vontade, mas não há vontadinha, pelo menos neste canal sempre está livre de redes.


Chegado a Valada pro volta da hora do almoço lá tive de ir malhar um bitoque á tasca da Rosa, e pronto, passei a tarde a malhar uma sorna do caraças. Os caniços ao fim do dia foram lançados e os robalinhos apareceram


O amanhecer, ou o meu acordar, sei lá. o gajo já ia lá no alto

Ao virar da maré, por volta das 1230 Hleg, fiz-me á estrada, rio abaixo, icei as velas em frente á praia fluvial, a nortada apareceu, e vim a voar baixinho até á Mui Nobre Vila d'Alhandra.


Aviso á navegação


Redes


Colocadas a meio Rio a partir do Bico da Obras, acentuado-se a partir do momento em que temos a praia fluvial de Azambuja pelo nosso través de BB.


Praticamente livre até Salvaterra, a partir daqui, é o descalabro e salve-se quem puder.

Se navegarmos junto ao preia-mar encontramos sempre os eventuais proprietários destas ditas, que nos indicam o caminho a seguir, para não ficarmos presos.


Atenção ás garrafas de água de 1/4 l que agora servem de bóias a marcar a posição das redes, fujam delas como do diabo da cruz.


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Da Cala do Açor á Cala de Samora

Esta foi a pedido, cá vai.

O acesso á Cala de Samora vindo de montante, quem desce a Cala das Barcas, faz-se via Cala do Açor, mas não se chega á Bóia 1 A (atenção que a balizagem foi toda reposicionada), por um pequeno estudo que efectuei pelo MapSource, cheguei á seguinte conclusão:

Ponto de partida - Lat 38º 50' 515 N Long 009º 01º 871 W
A partir daqui navega-se a uma Pv= 153 numa distância de 3,3 M, até chegarmos ao próximo ponto, com as seguintes coordenadas:
Lat 38º 47' 581 N Long 008º 59' 947 W
A partir deste ponto seguimos a uma Pv= 039 numa distância de 1,7 M e já navegamos na Cala de Samora até ao ponto seguinte:
Lat 38º 48' 918 N Long 008º 58' 581 W
A partir deste ponto navegamos a uma Pv= 035 já dentro do Sorraia

GPS Datum WGS 84
Caso se navegue com agulha magnética, para converter a Pv em Pa, consideramos uma Declinação de 4º W, sabendo que de Verdadeiro para Agulha, W + (Oeste soma)

Nota: Este percurso foi efectuado em navegação de secretária, pelo que se aconselha, como sempre a habitual prudência marinheira, isto para não sermos surpreendidos por algum cabeço de ostra, dos que se "movimentam" por aqueles lados.

Boa Navegação

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tejo "Internacional"

O Tejo cada vez mais na rota dos navegadores solitários que se aventuram por esses mares, desta feita, lá vinha mais um ilustre desconhecido, de pavilhão estrangeiro a descer o vindo dos lados "d'água acima", já o vinha a mirar havia algum tempo, subi o elevador com a minha "Famosa" e esperei por ele no cimo para lhe tirar o retrato.



Este não fez escala técnica n'Alhandra, já deve ter ouvido falar que os tipos do clube não oferecem (também não têm), galhardetes de cortesia aos visitantes, e isto de serem os próprios sócios a oferecer, também não pode ser sempre.


Por água abaixo, rumo ao mar, já agora, boa viagem Sailor

domingo, 12 de junho de 2011

Entranhas Ribatejanas

A convite do Clube Náutico de Salvaterra de Magos, e aproveitando a boleia de uma regata que havia no meu clube local, larguei amarras da Real e Mui Nobre Marina d'Alhandra, pelas 1000 horas locais, como é meu apanágio, quem está está, quem não está estivesse, e lá me fiz rio acima, rumo ao Ribatejo profundo, desta feita com o Egídio (Bigaretta) como meu tripulante.


Até meio do percurso fui acompanhado de um vento bonançoso que muitas vezes me questionava a opção de levar o pano todo no ar, já tinha rasgado 2 vezes a genoa este ano, e já agora não havia 2 sem 3, pensava, mas o NE que se fazia sentir forte, costuma perder intensidade ao longo da manhã, pelo que optei pelo pano todo.


Á passagem da Vala de Azambuja, o vento caía, obrigando a tripulação a fazer uma pausa para saciar a sede.



Com a Ponte da Lezíria (Carregado) á vista, aqui ainda éramos obrigados a umas bolinas cerradas, 2 milhas a montante o NE desaparecia quase totalmente.


Inolvidável, o percurso dentro da Vala Real de Salvaterra de Magos, com a distancia de uma milha (1852m), até ao cais da Vala e á marina do Clube Náutica, rodeado de uma vegetação densa de salgueiros, um veleiro penetrava nas entranhas do Ribatejo profundo.
Nestas alturas é que vejo as vantagens do meu "derivador" .


No pontão exterior da marina, de salientar que esta vala não é de fácil acesso, entrámos a uma hora do limite do Preia-Mar, com sondas médias de 2,20m, pelo que optei por sair na primeira hora da vazante.



O regresso fez-se sem historia, com a nortada a fazer-se sentir, pelas 1800 Hleg, atracava-mos na nossa Alhandra.



Ainda fiz a boa acção do dia, quando alertei que a Baleeira do nosso clube tinha ido á deriva e estava alojada nos salgueiros da margem Sul, claro que não fiz com intenção, mas acho que ficaria bem a quem de direito os respectivos agradecimentos, (já que são tão expeditos noutras situações), pode ser por carta, já não era a primeira que recebia (mas por outros motivos, digamos que, menos nobres).


Apontamentos de Marinharia:


Manobra de fundear - Deve-se escolher um fundo de boa tença, a relação ideal entre a profundidade (preia-mar) e o comprimento de cabo/amarra, deve ser de 5 a 7 vezes a profundidade no local, em caso de corrente forte ou vento, deve-se largar mais cabo.



Tenho em casa uma tabela que indica o peso e o tipo de ferro de fundear a utilizar, em função do tipo de embarcação.


Aviso á Navegação


Atlântico Norte - Rio Tejo - Ponte da Lezíria


Indiferente ás conversas de esplanada dos mais ignorantes, que insistem em discutir alturas e profundidades, informo o seguinte:


A parte inferior do tabuleiro da ponte da Lezíria, na zona de passagem (cala), passagem esta definida pelo enfiamento entre uma marca de BB e outra de EB marcadas nos pilares, com uma marca de águas limpas no eixo do respectivo vão, antecedidas e procedidas pelas respectiva balizagem, (isto cansa) tem uma altura de 22,70, ao nivel do Zero Hidrográfico, agora façam as contas á altura da maré.