sexta-feira, 15 de julho de 2011
Da Cala do Açor á Cala de Samora
O acesso á Cala de Samora vindo de montante, quem desce a Cala das Barcas, faz-se via Cala do Açor, mas não se chega á Bóia 1 A (atenção que a balizagem foi toda reposicionada), por um pequeno estudo que efectuei pelo MapSource, cheguei á seguinte conclusão:
Ponto de partida - Lat 38º 50' 515 N Long 009º 01º 871 W
A partir daqui navega-se a uma Pv= 153 numa distância de 3,3 M, até chegarmos ao próximo ponto, com as seguintes coordenadas:
Lat 38º 47' 581 N Long 008º 59' 947 W
A partir deste ponto seguimos a uma Pv= 039 numa distância de 1,7 M e já navegamos na Cala de Samora até ao ponto seguinte:
Lat 38º 48' 918 N Long 008º 58' 581 W
A partir deste ponto navegamos a uma Pv= 035 já dentro do Sorraia
GPS Datum WGS 84
Caso se navegue com agulha magnética, para converter a Pv em Pa, consideramos uma Declinação de 4º W, sabendo que de Verdadeiro para Agulha, W + (Oeste soma)
Nota: Este percurso foi efectuado em navegação de secretária, pelo que se aconselha, como sempre a habitual prudência marinheira, isto para não sermos surpreendidos por algum cabeço de ostra, dos que se "movimentam" por aqueles lados.
Boa Navegação
terça-feira, 12 de julho de 2011
Tejo "Internacional"


quarta-feira, 6 de julho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Entranhas Ribatejanas
Com a Ponte da Lezíria (Carregado) á vista, aqui ainda éramos obrigados a umas bolinas cerradas, 2 milhas a montante o NE desaparecia quase totalmente.
Inolvidável, o percurso dentro da Vala Real de Salvaterra de Magos, com a distancia de uma milha (1852m), até ao cais da Vala e á marina do Clube Náutica, rodeado de uma vegetação densa de salgueiros, um veleiro penetrava nas entranhas do Ribatejo profundo.Nestas alturas é que vejo as vantagens do meu "derivador" .
No pontão exterior da marina, de salientar que esta vala não é de fácil acesso, entrámos a uma hora do limite do Preia-Mar, com sondas médias de 2,20m, pelo que optei por sair na primeira hora da vazante.
O regresso fez-se sem historia, com a nortada a fazer-se sentir, pelas 1800 Hleg, atracava-mos na nossa Alhandra.
Ainda fiz a boa acção do dia, quando alertei que a Baleeira do nosso clube tinha ido á deriva e estava alojada nos salgueiros da margem Sul, claro que não fiz com intenção, mas acho que ficaria bem a quem de direito os respectivos agradecimentos, (já que são tão expeditos noutras situações), pode ser por carta, já não era a primeira que recebia (mas por outros motivos, digamos que, menos nobres).
Apontamentos de Marinharia:
Manobra de fundear - Deve-se escolher um fundo de boa tença, a relação ideal entre a profundidade (preia-mar) e o comprimento de cabo/amarra, deve ser de 5 a 7 vezes a profundidade no local, em caso de corrente forte ou vento, deve-se largar mais cabo.
Tenho em casa uma tabela que indica o peso e o tipo de ferro de fundear a utilizar, em função do tipo de embarcação.
Aviso á Navegação
Atlântico Norte - Rio Tejo - Ponte da Lezíria
Indiferente ás conversas de esplanada dos mais ignorantes, que insistem em discutir alturas e profundidades, informo o seguinte:
A parte inferior do tabuleiro da ponte da Lezíria, na zona de passagem (cala), passagem esta definida pelo enfiamento entre uma marca de BB e outra de EB marcadas nos pilares, com uma marca de águas limpas no eixo do respectivo vão, antecedidas e procedidas pelas respectiva balizagem, (isto cansa) tem uma altura de 22,70, ao nivel do Zero Hidrográfico, agora façam as contas á altura da maré.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Importa-se...
Estavamos em periodo hibernal e o "Volare" em fabricos, decidi fazer uma revisão completa ao aparelho propulsor, vulgo motor F/B, o meu yamahazinho de 15 HP.
Entreguei a máquina infernal aos cuidados do meu mecânico que após uma avaliação me informa do diagnóstico.
-Pá, (tipo simpático), esta treta tá toda cagada, precisa do impulsor, e do conjunto de juntas, queres que váo á procura ou arranjas tu?
Bem, o impulsor tenho um novo suplente (como mandam as regras), mas explica-me o que é o conjunto de juntas, que eu estou em Matosinhos, há por aqui o importador da Yamaha e vou lá comprar, (pensava eu).
Lá o Alberto me explicou que era a junta para a cabeça do motor, junta para o bloco e junta para o sistema de escape.
Posto isto, dirigi-me ao Sr Importador, em Leça da Palmeira, em cujo balcão solicitei o material.
Lá me vi envolvido em mais uma carga de trabalhos, identifiquei o motor (yamaha 15 F /2 tempos/mistura de 2001.
Bem ao principio até eu desconfiei da existência de tal modelo, mas como tinha um, tinha a certeza da sua existência.
Depois de devidamente identificado num manual técnico da marca, o Sr Importador, diz-me o seguinte:
"Vou ver o preço das peças e já lhe digo"
Era mesmo o que eu precisava de ouvir, até ao momento em questionei:
- Desculpe, mas tem em stock, é que se não tem, escusa de me dizer o preço, eu preciso das peças, o mecânico não me faz a reparação só com o preço.
Resposta: Não há em stock, temos de mandar vir, por isso lhe ia dar o preço.
- Desculpe a minha ignorância, mas os Srs Importadores não têm peças em stock para um vulgar motor 15 hp a dois tempos? Até eu sei que este e os 9.9 hp devem ser os motores mais vendidos da Yamaha (até são iguais).
Ah, não temos de importar, só por encomenda.
- Esqueça, vou procurar por outro lado, obrigado.
Posto isto tive um rasgo de luminosidade. e liguei para uma influente pessoa dos meios náuticos de Aveiro, a quem perguntei se sabia de algum revendedor da Yamaha, por aqueles lados.
5 minutos depois tinha um SMS do meu tio JFMV, a informar que havia um revendedor da Yamaha na Gafanha da Nazaré.
Vindo de torna viagem, desloquei-me á Gafanha, na rua principal lá estava o dito cujo revendedor, uma lojinha tipo garagem, modesta mas funcional, estava lá um bote para venda, rodeado de uma dezena de motores Yamaha, podia ser que tivesse sorte.
Fui atendido pelo feliz proprietário, um senhor de certa idade, que quando lhe informei do que precisava, apontou para um motor da loja e disse:
- É igual aquele mas a 2 tempos, não é?
Afirmativo
- Tenho cá um conjunto de juntas para esse motor e para todos os outros.
Tive que perguntar como é que um simples revendedor, tem isto em stock e contei o que se tinha passado com o importador.
O Sr explicou, "eu sei que motores tenho vendido ao longo dos anos e sei qual o material de maior desgaste, logo tenho sempre em stock, pelo menos um conjunto, agora vendi-lhe esse, vou já mandar vir outro igual, para ter aqui.
- Vai mandar vir pelo importador?
Não, senão nunca mais cá chega, vem directamente (não interessa de onde).
Como diria o saudoso, e este heim?
domingo, 24 de abril de 2011
"By The BooK" (Bái de buque)
O que vou narrar a seguir é a mais pura verdade, exemplo do nosso funcionalismo, diga-se publico.
"Bom dia e tal, vinha cá para requerer a vistoria á minha embarcação, tem aqui o livrete, classe 4, licença de estação, etc."
Peço é para a vistoria ser efectuada de hoje a 8 dias, que é o único dia em que me encontro por cá, e tem de ser por volta desta hora, uma vez que preciso que esteja a mais de meia enchente, que faz-se logo a vistoria a seco e a nado"
O que fui dizer, o nosso agente da Policia Marítima que desempenha as funções de amanuense, apressa-se a ligar o complicómetro.
- Não pode ser, porque a pessoa que faz a inspecção está de férias, só vem daqui a 15 dias, e alem disso para a semana as marés não dão para o que me está a dizer.
"Bem, vamos por partes, não acredito que só haja uma pessoa a fazer inspecções, o que tenho de fazer para que a inspecção seja efectuada na data indicada?"
- Há mais inspectores, mas tem de se pedir a Lisboa (deve ser longe", e se solicitar com carácter de urgência, é efectuada em 48 horas.
"Bem, se tem de se pedir a Lisboa, é um problema da Delegação Marítima, em relação ao carácter de urgência, tal não é necessário, uma vez que quero para daqui a 8 dias, até por motivos de disponibilidade e maré, como já expliquei."
- Pois, mas também lhe disse que de hoje a 8 dias a maré não dá, porque á hora pretendida já está na vazante.
"Desculpe, se hoje, a esta hora, a água está a vazar, e bem, deve faltar cerca de uma hora para o Baixa Mar, de hoje a 8 dias temos uma maré contrária, aproximadamente."
- Por isso mesmo, estou a ver pela tabela de marés e a agua agora já enche bem, por isso para a semana está a vazar.
"Pois acontece que estou a ver pelo rio, e a água agora ainda corre abaixo e temos pelo menos mais uma hora de vazante, se se levantar da cadeira e olhar pela janela, poderá constatar esse facto"
- A tabela pode não estar certa, também não sou eu que faço as tabelas, mas estamos a esquecer que a hora já mudou e já não precisamos de acrescentar uma hora á tabela.
"Você é cada tiro cada melro, se a hora mudou e as tabelas são referidas ao Tempo Universal, agora é que temos de acrescentar uma hora, aliás duas horas, uma vez que as tabelas têm como referência o Porto de Lisboa."
- Mas ainda temos o problema de não haver inspector disponível, se calhar tenho de ligar para Lisboa ou para o nosso inspector.
"Podíamos ter começado logo por aí."
Conclusão: O inspector que estava de férias, podia fazer e fez a respectiva no horário pretendido.
Mas depois não ficamos por aqui.
- Não se esqueça que tem de ter todo o material a bordo, senão chumba a inspecção, não se esqueça que tem de ter os Pirótecnicos dentro da validade.
"Não há problema, já trouxe de Bayona, em Espanha não levantam os problemas de licenças como cá"
- Não pode trazer Pirótécnicos de Espanha.
"Diga-me, porquê?"
- Porque não pode transportar materiais explosivos.
"Boa, vocês obrigam-me a ter materiais explosivos a bordo, mas dizem-me que não os posso transportar."
- No barco é diferente
"Sim, para a próxima levo o barco até á loja mais próxima."
(Acho que em Óbidos havia lá uma casa que vendia para fora, mas já fechou)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
O cheiro é o mesmo, a merda é que muda... se mudar!
O Capitão chama o Imediato:
- Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa!
Responde o Imediato: - Aye, Aye, Sir, e parte para reunir os seus homens e diz:
- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa.
- David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan ... e assim prosseguiu.
Quando todos tinham feito as devidas trocas, volta ao Capitão e diz: - Sir, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.
P.S: É o que vai acontecer depois das eleições, vamos seguir viagem, mas a merda vai ser a mesma.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Já tá pronto
Com o casco revestido a anti-foulling do "bom", daquele que mata tudo que se aproxime num raio de 10 cm, vá lá, 12 cm no máximo, qualquer semelhança com cor dos submarinos da Marinha, é pura coincidencia.
Esta empreitada contou com o apoio do Chico do Cabo d'Vila, sem o qual não seria possível esta celeridade de trabalhos. Afinal, eu até sou o melhor amigo do Chico, diz ele, ás vezes.
domingo, 27 de março de 2011
O "N/V Volare" em fabricos

Hoje de manhã também foi dia de chegar o barco "á frente", como é normal todos os anos, em vez de andar a levantar o barco com macacos e prumos de andaime e outras macacadas, aproveito o final do treino do pessoal da canoagem, assim como a presença de outros "armadores" presentes, e com uma vintena de "macacos" a fazerem força á volta do barco, um, dois, três, levanta-se o animal e chega-se á frente, para assim se poder pintar as partes que apoiavam no berço.
Para todos os que estiveram presentes na manobra desta manhã, o meu agradecimento, para aqueles que não quiseram ajudar, o meu obrigado, por não terem estorvado (hoje houve distribuição de barretes).
domingo, 20 de março de 2011
Do Parque das Nações até Alhandra (ida e volta)
Para alem do facto de o Rui me mencionar o facto de poder haver necessidades de um "Skipper" conhecedor da Cala das Barcas, (ou seja, um prático do Tenebroso Mar da Palha) lá me meti ao caminho, ainda sem saber que embarcação me cairia em sorte, acabei por ficar em "casa", seja no "Blue Seven".
Aproado á Cala das Barcas
Aproximação á Bóia nº5 com Alhandra na proa.
O "Blue Seven" n'Alhandra
O entardecer na Cala das Barcas
Chegada á Marina do Parque das Nações
Esta pequena viagem serviu-me também para tirar algumas conclusões, elações, e duvidas que têm surgido, nomeadamente no que respeita á funcionalidade do sistema de comportas, assoreamento da bacia da marina e navegabilidade da Cala das Barcas.
A minha opinião vale o que vale, mas é a seguinte:
Sistema de comportas - Não é funcional nem prático, neste momento a comporta de EB está avariada, fazendo com que o movimento de marés se faça apenas pela de BB, o que provoca uma corrente de cerca de 3 a 4 nós, que pode apanhar desprevenidos os mais incautos.
Assoreamento - Conforme havia previsto, está a acontecer, ainda não passaram dois anos após a re-inauguração, onde toda a bacia foi dragada, e já os pontões que se encontram junto a terra estão a seco no Baixa Mar, inclusive já é visível algumas "ilhas" de lama em zonas pontuais. Certo que a maré de hoje era de .20m acima do ZH, mas não era suposto isto acontecer, inclusive algumas embarcações tentaram sair no inicio da enchente e encalharam logo á saída.
Cala das Barcas - Completamente navegável, saímos da Marina com uma hora de enchente, cumpri os way points que já aqui publiquei anteriormente, seja, cumpri integralmente a balizagem, subimos ainda com os cabeços de ostra visíveis, e tivemos fundo navegável em todo o percurso, mesmo no pontos criticos (bóia 1 e 1A), nunca tive menos de 2,20 m de sonda á hora, inclusive a bóia nº 5, junto ao bico Norte do Mouchão da Póvoa, é nova.
Cumpra-se a balizagem e só encalha quem quer.
(Tenho um livro cá em casa que explica como se cumpre a balizagem, posso emprestar, barato)