quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Crónica de uma morte anunciada (II)


Foi longo o abandono do Olimpus, desde a sua compra pelo José Lopes, até ter aportado n'Alhandra no Inverno de 1997, depois de várias viagens transatlanticas, veio padecer no Tejo.


As fortes suladas dos últimos dias fizeram os seus estragos e o multi casco não aguentou, o flutuador de Bombordo largou amarras e pela força das águas aportou junto ao nosso posto náutico.






Desta vez, não fui eu que telefonei a dar a noticia ao José Lopes, nem sei se alguém já lhe deu a noticia, mas não vai ser fácil, desta vez não deve de haver volta a dar.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Tejo, tão ...

Numa enchente de maré e calma matinal, oTejo ia como eu, sei lá...





















Manhã cedo, não consegui ficar em casa depois de uma noite esquisita, peguei na minha "famosa e fui ver o Rio, a qualidade das fotos á contra-luz não é das melhores, foram tiradas com uma daquelas máquinas que até dá apra telefonar, mas pronto, foi o que se conseguiu arranhar, e com a neura já foi uma sorte.

A Feira de Outubro e a Espera de Gado

O primeiro fim de semana de Outubro é do da habital Feira de Outubro e as as habituais esperas de gado, ou de touros, vacas tambem as há, á solta, mas isso são outros 500 paus.


A Campinada

O Touro para os curiosos toureiros de ocasião, quanto a mim, gosto mais deles "fatiados"


Quase Pamplona


Cabrestos, ui...



E tem sido assim nestes dias em Vila Franca de Xira, nesta cidade em que quem não é touro é toureiro... O tal que chega á leziria ribatejana e diz "estas vacas são todas minhas, quando chega ao jardim de VFX, acrescenta, "e estas tambèm".

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lição de economia

O Nobel da Economia Prof. Dr. Wass Catar, explica bem como se deve pensar
a economia actual.

1. Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 euros em acções do Royal
Bank of Scotland, um dos maiores bancos do Reino Unido, teriam hoje 29
euros!!
2 . Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 euros em acções da
Lemon & Brothers teriam hoje 0 euros !!!
3. Mas se em Janeiro de 2010 tivessem gasto 1.000 euros em bom vinho tinto
( e não em acções ) e tivessem já bebido tudo, teriam em garrafas vazias
46 euros.
Conclusão: No cenário económico actual é preferível esperar sentado e ir
bebendo um bom vinho.
Não se esqueçam que quem sabe beber vive :
- Menos triste
- Menos tenso
- Mais contente com a vida.

Pensem nisto e invistam na alegria de viver.


Agora, digam lá, quando eu vos desafio para uns Almoços, Jantares, Petiscos ou Beber uns COPOS se não estou a ser

Vosso A M I G O

domingo, 25 de setembro de 2011

"Mega" - Serviços de Skipper

Tendo em conta o caracter socio-cultural deste espaço, cumpre-me a mim a mui nobre tarefa de divulgar os serviços de Skipper do meu colega "Cmdt Mega" vulgo Rui Cabrita.

Cada vez mais o tempo é curto e as férias são para descansar, deste modo deixemos os tempos de viagem a levar com a água no focinho, para quem está disposto a isso, e se queremos que a nossa embarcação fique em boas mãos, temos homem com "O" grande.

Fica aqui o link para o "sáite" do meu colega e sócio "Cmdt Mega"


http://skipper-rui.no.comunidades.net/

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A matar "sódades"

Ah pois é, não metia o cu dentro de um Laser há mais de muito tempo, acho que ainda era um teenager inconsciente, pelo menos a fase de teenager já passou, a outra... tem dias.


Foto gentilmente pela Joana, feliz proprietária do Laser, , dos tempos dos Europes até agora, os reflexos da vela ligeira ainda se mantêm, (alguns) digamos que fiquei cliente.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por áuga acima...

Na sexta-feira que antecedeu este fim de semana, notava-se alguma agitação na Mui Nobre e Real Marina d'Alhandra, os passantes de jerrycan na mão indiciavam que havia saída no fim de semana.



O Simurgh III em preparativos (ex-Leonora)


Agora, Old Navy (antes Free)

Nós rio acima, a Mui Nobre vila d'Alhandra no horizonte e o piloto automático a trabalhar


Alhandra, sempre, filha do Tejo

O Simurgh III numa bolina de muito luxo, na passagem pela vila cidade a montante d'Alhandra


Mouchão da casa branca, os lusitanos, vou sempre visitá-los

Já nem se assustam com a aproximação, devem pensar que lá vem aquele gajo com o raio do alarme da sonda a apitar, cheio de vontadinha de encalhanço


Continuavam em frente á Vala de Salvaterra


Aldeia Avieira do Lezirão


O Vala Real, bote da Câmara Municipal de Azambuja


E a "minha" casa


Encontro de irmãos


2 esbeltas proas dos barcos mais versáteis que já conheci, os DC 740


Leaving Valada, by the sunrise



Como devem ter reparado, não me apeteceu escrever muito desta vez, resumindo, o rio continua cheio de redes ilegais nos sitios do costume, a Ti Rosa tá de férias (não houve bitoques), a Ti Fátima vei-se reformar e fechar o muito "mini-mercado), o mal encarado do café, continua na mesma, (desta vez acho que me ficou com 5 euros que esqueci em cima do balcão), e a última ginginha deu-me cabo da cabeça, ia acabando o stock de ben-uh-ron.

Não sei bem porquê, mas depois do almoço de domingo, os armadores decidiram só zarpar no dia seguinte de madrugada, nessa noite nem o sino da igreja me valeu.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vende-se "Mouchão d'Alhandra"

A ilha Mouchão de Alhandra está à venda no site Private Islands Online por 25 milhões de dólares (cerca de 17 milhões de euros).

http://economico.sapo.pt/noticias/ilha-no-rio-tejo-a-venda-por-17-milhoes-de-euros_125365.html

Estive há uns dias a falar com meu amigo Joaquim Henriques, e ele não me disse nada, quiçá eu até poderia estar interessado, mas agora é que não compro mesmo, nem que ele faça um desconto de pronto pagamento ou me deixe pagar em 2 vezes, ainda por cima pode ler-se o seguinte:

"Situada a seis quilómetros de distância do porto da capital, a ilha de Mouchão de Alhandra "

Isto é uma afronta a todos os Alhandrenses, a seis quilómetros só podem estar a falar do Porto de Vila Franca de Xira, que saiba a Vila Cidade ainda não chegou a capital, já agora era o que faltava, primeiro o Mouchão d'Alhandra faz parte da área geográfica da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, agora dizerem que é capital, fdsss.

O Mouchão de Alhandra é nosso. (e Olivença também)

Já agora, o Porto de Lisboa (Stª Apolónia fica a 14 milhas náuticas do Cais do Mouchão, sendo que uma milha náutica é igual a 1.852 m, vejamos 14 M x 1.852 m = 6 km, desculpem a minha ignorância, mas é capaz de ser verdade.

sábado, 20 de agosto de 2011

A visita do Julio

Aproveitando uns dias de férias mais ou menos forçadas, e após alguns acertos de datas, e umas tantas conversações e telefonemas, eu e o Júlio lá conseguimos encontrar uma data comum para nos encontrarmos na Alhandra.
Este encontro serviria de mote a matar as saudades de navegação em conjunto, coisa que já não fazíamos há algum tempo, habitualmente eramos tripulação no "NV Véronique" do nosso "Tio" João Veiga, tempos em que discutiamos qual de nós tinha o barco mais bonito de mundo, quiçá fe todo o universo, talvez mesmo d'Alhandra, d'Aveiro e Cascais.
As put... das nossas vidas profissionais não nos tem deixado espaço para as navegações em mares do Norte, pelo que o ponto de encontro teve de ser na nossa Alhandra.

Após o almoço a bordo do "NV Volare" onde brindámos á nossa eterna amizade que muito nos une, desde que nos conhecemos há uns anos atrás por motivos profissionais, visitava eu o Arqtº Júlio Quirino no seu atelier, a partir daí encontra-mo-nos no Mar da Palha a cruzar as nossas proas, a partir daí, foi um pequeno salto até ás navegações por Mares da Galiza.
Na calmaria do Tejo, ao largo d'Alhandra

Desta feita e após o almoço fomos dar a velejadela da praxe, se bem que o vento nos pregou uma partida e quase não apareceu, aproveita-mos a calma do dia, para falarmos dos nossos projectos pessoais, coisas que nos correram menos bem, outras que esperamos que corram melhor, aquitecturas que ficam para trás, culturas biológicas a seguir em frente, obras que não aparecem, medições e orçamentos que ficam por fazer, desejos e ventos de mudança de ambos os lados, projectos não faltam e acreditamos nas matéria de que é feitas os sonhos.

Vamos esperar pela "Quinta do Nagual" e pelos brindes há sombra do tal alpendre, o "NV Volare" vai continuar a navegar por aqui, aguardando também por outros ventos.

As melhores fotos do "Nagual", aqui a navegarmos, side by side, no Tenebroso Mar da Palha

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mais uma viagem...

Mais uma viagem por água acima pra mais um fim de semana numa das mais pitorescas vilas ribatejanas, á beira Tejo plantada.




A subida no sábado fez-se sem história, o vento não apareceu e tive de contribuir para o enriquecimento da petrolífera.


Entrei em Valada pelo Canal Norte, a maré estava no estofo da enchente pelo que se entra á vontade, mas não há vontadinha, pelo menos neste canal sempre está livre de redes.


Chegado a Valada pro volta da hora do almoço lá tive de ir malhar um bitoque á tasca da Rosa, e pronto, passei a tarde a malhar uma sorna do caraças. Os caniços ao fim do dia foram lançados e os robalinhos apareceram


O amanhecer, ou o meu acordar, sei lá. o gajo já ia lá no alto

Ao virar da maré, por volta das 1230 Hleg, fiz-me á estrada, rio abaixo, icei as velas em frente á praia fluvial, a nortada apareceu, e vim a voar baixinho até á Mui Nobre Vila d'Alhandra.


Aviso á navegação


Redes


Colocadas a meio Rio a partir do Bico da Obras, acentuado-se a partir do momento em que temos a praia fluvial de Azambuja pelo nosso través de BB.


Praticamente livre até Salvaterra, a partir daqui, é o descalabro e salve-se quem puder.

Se navegarmos junto ao preia-mar encontramos sempre os eventuais proprietários destas ditas, que nos indicam o caminho a seguir, para não ficarmos presos.


Atenção ás garrafas de água de 1/4 l que agora servem de bóias a marcar a posição das redes, fujam delas como do diabo da cruz.