
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Bandeira a meia haste
O Palmela, porra!
Inicio da decada de 8O, eu era muito chavalinho, o Óscar Palmela era director da Secção de Vela, motorista de serviço ás regatas, figura de proa da Secção Náutica e carismática de Alhandra, por esses clubes Náuticos onde passámos grangeou grandes amizades, pela Secção fez tudo o que pôde e dava o que tinha e não tinha.
Ele mandava parar o transito na 25 de Abril, desatrelávamos os barcos da carrinha, foi abaixo e só pega de empurrão, nas maratonas do Tejo, tratava o Macário Correia (Ministro do Ambiente) e o Almirante Homem de Gouveia (acessor do P.R. Mário Soares ) por tu, enquanto fazia publicidade ao Whisky Passport, vinhamos das regatas e ele não dispensava a paragem no Largo da Praça, e em frente á estátua do Dr Sousa Martins ele gritava bem alto fosse a que horas fosse, "Sousa, chegámos bem".
Recordo o carro que ele teve no final dos anos 7O inicios de 8O, um OPel Coupé com uns grandiosos 69 pintados nas portas, (fazia inveja ao Gen Lee dos 3 duques).
Dono e senhor cadelas monumentais, vi-o ser arrastado pelo pneumático e agarrado ao painel de popa conseguir desengatar o motor, vi-o cair á água no meio do Tejo em Vila Franca com impermeáveis e botins de borracha e conseguir-se safar.
Parávamos na tasca do vinho morangueiro alguras na Póvoa de Sta Iria e ao presunto ele chamava faisão, espetou-nos grandes bebedeiras, sempre controlado, nem que fosse a 2O á hora, mas a carrinha e os barcos sempre chegavam bem á nossa terra.
Sempre que nos encontrávamos dizia, "era eu que te tirava o ranho do nariz e punha-te dentro do barco".
Vejo o meu pai á minha espera na borda d'água e quando a carrinha chega ele pergunta: então Óscar só agora?
-O que é que queres? Esta merda não anda a mais de 4O.
Co-fundador da Tertulia "Alhandra A Toireira", sempre me convidou a estar presente no aniversário da mesma e sempre fiz questão de aparecer.
Numa tourada na praça de touros de Salvaterra, salta para a arena e oferece o seu boné de marinheiro ao cavaleiro Gustavo Zenkl que lhe cede o seu tricórnio.
Andava um bocado afastado das nossas lides á alguns anos, mas não dispensava a visita á Secção de Náutica, tinha montado um telheiro entre o cais 14 e o dos bombeiros e era onde o podiamos encontrar todos os dias no seu desporto preferido, comer e beber.
No dia em que tirei a foto (Verão 2007), almocei com ele, eu ia almoçar á Dina, mas ele disse: "almoças comigo que o "Sarampo" não apareceu, tá aí o entrecosto que era para ele, pôe mais carvão no lume e desenmerda-te",falava sempre á boa maneira portuguesa, (duas palavras e uma caralhada ou um foda-se a servir de virgula), e depois era incrivel o que ele tirava do armário atrás que tinha lá no telheiro, vinho, queijo, frutas, whisky, café, a tarde nunca mais acabava.
Figura de alguns excessos, viveu á sua maneira e sempre como quis e a fazer o que gostava, na borda d'água a comer e a beber.
Grande companheiro, como dizia o Tibério, "o melhor dispenseiro que se podia ter a bordo".
Dono da frase, "vão comer para o caralh..., a tasca vai fechar".
Desta vez a tasca não volta a abrir. A borda d'água vai sentir a sua falta.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
A anarquia continua
A história é sempre a mesma todos os anos, o pontão de Valada é de utilidade publica, sob a autoridade da Camara Municipal do Cartaxo, que consequentemente deve delegar na Junta de Freguesia de Valada do Ribatejo, que por sua vez delega nos "Senhores do Pontão", quando digo que a Camara deve delegar na Junta, digo isto sem certezas, porque tambem nunca entendi o sistema de comunicação existente entre aquelas partes, a Camara trabalha de dia, o presidente da Junta trabalha de noite (logo dorme de dia), só assim se percebe porque as coisas não se encaixam lá muito bem.
Da unica vez que organizei um Cruzeiro a Valada notei essa situação, até porque alertei para a situação existente no pontão, em que um alto cargo da Camara Municipal me afirmou "essa situação vai acabar", como sou um tipo cheio de boa vontade, acreditei.
Depois vi que fiz mal, mas pronto, o que se pode dizer de quem ao ver 250 embarcações me diz que "na Páscoa estiveram cá quase tantas" (cerca de 30), é claro que concordei, não os podes contrariar, concorda com eles.
O que é certo é que a situação não acabou, como se agravou, os "Senhores do Pontão" cada vez são mais e têm desenvolvido alguns sistemas defensivos, tais como:
- Deixam lá o barco todo o ano e nem sequer o tiram para não perderem o lugar, servindo de moradia de fim de semana ou casa de pu..., como lhe quizerem chamar.
-Quando saiem, deixam uma embarcação auxiliar a marcar o lugar, caso não tenham auxiliar deixam no seu lugar em cima do pontão, o gerador, os cabos de amarração e mais uma série de tralha, só para chatear e quem atracar naquele sitio vê-se na situação de mexer naquilo que não é seu (constrangedor). -Quando estão, deixam a auxiliar atracadas no seu través para ninguem atracar de braço dado.
-Usam turnos de vigia e meios de comunicação para comunicarem quando se aproxima alguem, isto é, assim que alguma embarcação aparece no canal, é o regresso em força ao pontão.
O chato é quando um destes senhores se atrasa e o "seu" lugar é ocupado, instala-se um clima esquisito "não respeitam as amarrações, esses cabos são meus", é claro que para o pessoal d'Alhandra, a resposta a dar só pode ser uma, "são seus, leve para casa".
Mas há uma embarcação que foge á regra e como tem actividade turistica, a Dona Madalena, teve de se deslocar á Camara e dizer que queria pagar, tá mal, então e os outros?
Na Páscoa voltamos a Valada, vamos escrever á Camara e á Junta a solicitar autorização para amarração e respectivo valor a liquidar, esperamos a resposta.
Mas eu antecipo-me:
1ª hipotese: Não vai haver resposta.
2ª hipotese: "Estão autorizados a atracar no pontão, ocupem os lugares disponiveis e não pagam como os outros".
Nossa resposta: Alguem nos indique os lugares disponiveis.
Ah, tambem nos resta a hipotese remota de a Camara não saber onde fica Valada e a Junta não saber da existência do pontão, mas da capital do vinho eu acredito em tudo.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Sem comentários
Agora passado algum tempo voltei lá e lá estavam eles, por sorte ou acaso não se reproduziram (e ainda bem), só que desta vez tive um sentimento de revolta ainda maior, o que aconteceu ali foi a castração daquelas embarcações.
O negócio até pode ser bom (duvido), mas denota uma falta de sensibilidade a todos os niveis, se quisessem fazer alojamentos sobre a água construissem jangadas, ainda por cima construiram um murete "quebra-mar" á volta dos veleiros, os utentes não deviam conseguir dormir com a ondulação de 2 cm a bater nos cascos, que coisa horrivel.
Será que os antigos proprietários saberiam que as suas embarcações iriam acabar numa piscina e que nunca mais iriam ter o prazer de um dia se cruzarem com as mesmas?
Se não sabiam, foram enganados, se sabiam e venderam na mesma, então eram uns frustados.(Ou então foi uma mera transação comercial, e tá tudo desculpado)
Preferia afundar um barco meu do que saber que iria acabar numa piscina a servir de poiso a turistas por detrás do sol posto.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Diário de bordo - 12-01-2008
H Leg 1720, a operação estava concluida, após úma primeira análise ao casco, tudo indica que não existem anomalias a assinalar.
Prevê-se que seja colocado de volta na água uns dias antes do fim de semana da Páscoa a fim de participar no Cruzeiro da ANC a Valada do Ribatejo.
Lista de trabalhos e verificações:
- Revisão aos aparelhos propulsores (motores e velas)
-Verificação das baterias
-Verificação de leme e patilhão
-Colagem de rodapé de estibordo
-Lixar obras vivas
-Pintura de obras vivas (anti-fouling)
A todos os Navegantes que têm as suas embarcações na água, desejo as melhores navegações.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Costa Oeste 03 de Janeiro 2008

Farilhões, (mal) vistos da Foz do Arelho
Dia de temporal na nossa costa, anunciavam-se vagas de 9 metros, pior só no Mar da Palha.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Patilhão, ter ou não ter, eis a questão.
Embarcações "N.V.Volare" e "N.V.Oceanus", e respectivas tripulações.
Cruzeiro do Tejo, saudoso mês de Junho do corrente ano da graça de deus de 2007, Chegada a Valada pelas 18 00 H Legal, o NVVolare fica fundeado junto á ilha e as tripulações deslocam-se para Valada a bordo do NV Oceanus, após o jantar segue-se o Karaoke e a respectiva animação e tudo o mais, etc, etc.
Perto das 2 da manhã e após uma garrafa de safari bebida a meias com as minhas "primas", chegamos á conclusão que já tinhamos a nossa conta e era chegada a hora do deitar, tinhamos de voltar á ilha a bordo do NV Oceanus, eis que reunidas as tripulações, faltava o Cmdt do NV Oceanus, a Pitufa diz que ele andava a efectuar transbordos e já não o via á algum tempo, chegados ao NV Oceanus verificámos que do Makito não havia sinal, começámos a ficar preocupados e a história começa aqui:
Foi mais ou menos aqui que tudo aconteceu, mas ás 02 30 da madrugada noite de chuva
Ligo para o Makito e digo-lhe que estamos á procura dele para irmos para a ilha, ao que este responde:
Podem vir que eu estou no barco.
- Desculpa, mas no barco estamos nós, e temos a certeza que tu não estás cá.
Então já aí vou ter.
(Ainda hoje não sabemos onde ele estava, acho que nem ele)
Mas pronto, chega ao barco, liga o motor e vamos embora, entretanto damos 3 voltas ao NV Falua (Nice) com o Makito aos gritos pelo Tibériooooo, Tibérioooo, acho que acordou toda a gente menos o Tibério, entretanto desistiu e seguimos viagem para a ilha.
- A maré tá vazia, não se vê nada a meio rio, levanta o patilhão que eu vou para proa, o resto do pessoal que vá para dentro da cabine.
O tempo estava de chuva, no meio da escuridão lá descobrimos os contornos da ilha e o meu barco que se encontrava de ré para terra, com a popa em seco e de meio navio para vante na água, calculei que a profundidade á proa devia ser de mais ou menos 50 cm, disse ao Makito que tinhamos água suficiente e para aproar á minha proa e dai passariamos para o meu barco.
Eis que estamos a cerca de 2 metros da minha proa e encalhamos e o Makito desata aos gritos:
- Pois agora estamos encalhados, o barco tem peso a mais á proa, as gordas que estão na cabine que se cheguem cá para trás, tá tudo gordo, não fiquem ai, quero tudo cá para trás.
As 4 supostas "gordas" dentro da cabine respondem que já se chegaram para trás, mas o barco continua encalhado.
As atenções do Makito viram-se para mim.
- A culpa é tua, tinhamos água suficiente mas estamos encalhados, ainda por cima tás ai á proa e tambem és gordo, como é que não haviamos de encalhar, é só gordos neste barco.
Passa-lhe uma coisinha muito má pela cabeça, mete máquina á ré a fundo, o barco desencalha, vai uns metros á ré, mete avante, ganha embalagem, começo a ver o futuro do meu barco a andar meio negro, ai vamos nós direitos á minha proa e é claro a sentir o barco a arrojar pelo fundo, o Oceanus imobiliza-se a uns escassos 10 cm da minha proa.
- Vá, quero todos os gordos daqui para fora, passem para essa carroça.
Mas o barco não desencalha, grita o Makito para o Fernando (por acaso é casado com a irmã dele, suposta gorda que tambem estava na cabine).
- Salta, tás á espera de quê, não vês que tamos encalhados.
O Fernando que de acordo com as palavras do outro, esperava encontrar terra firme debaixo dos pés, dá o salto para o desconhecido, ou seja um mergulho descontrolado de costas.
O Makito quando vê o outro todo molhado a sair de dentro de água, a gritar coisas impróprias para consumo e a despir-se pela encosta da ilha, pior que uma barata, em cuecas, a chuver, ás 02 30 da manhã, pura e simplesmente diz:
Olha... Esqueci-me de levantar o patilhão.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Cruzeiro Aveiro-Porto-Aveiro 2007
Dia 27 Outubro, saíram a barra de Aveiro pelas 0800 HLeg4 embarcações:
"Véronique", "Liberum", "Tibariaf II" e o "Mike Davis/Porto de Aveiro".
A viagem fez-se com um mar de metro e meio desordenado e bolina mais ou menos cerrada, após 8 horas de viagem entrámos a barra do Douro sem dificuldade e como reza a tradição do Véronique, abrimos uma garrafa de champagne.
Após a entrada na barra do DouroFizemos o chek in junto das autoridades locais e fomos beber uns finos.
A flotilha encostada no Cais da Estiva na ribeira do Porto, o Delmar estava um pouco mais á frente No dia 28 fizemo-nos a um mar mais alto com ondulação do largo de 2 a 3 metros mas ordenado e largo ás vezes folgado até Aveiro onde entrámos pelas 1520 Hleg tambem sem problemas e abrimos a respectiva garrafa.
A aproximação á barra de Aveiro
O momento da entrada na barra de Aveiro
Para mais desenvolvimentos da viagem Clica na Mama, Ventosga e Imagens com água
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
wake me up... When the winter ends

Acabou a época balnear em Alhandra, a água do Tejo já não está a 28º, tambem já acabaram os banhos de mangueira na Marina pois o Sol já não aquece a água, os calções e os chinelos estão pendurados.
Estamos em Outubro, vem ai a Feira de Vila Franca, este ano não houve feira do melão em Agosto, diz a Camara Municipal que foi por não haver produtores, de qualquer maneira fartei-me de comer melão, vá-se lá entender uma coisa destas.
De qualquer maneira ainda nos resta umas boas noites de Outono, sem melgas e o S. Martinho com água-pé e castanhas, a deslocação da nossa frota á Praça do Comércio na passagem de Ano, isto se a meteorologia o permitir, com um pouco de sorte a humidade relativa e o fumo deixarão que o espectáculo seja visto do Rio, senão resta-nos o aconchego da Doca do Espanhol.
Em Janeiro tiramos os barcos da água, mais uma vez não vai haver tempo para fazer todos os trabalhos planeados.
Na Páscoa voltamos a Valada.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Temos Homem do Leme
O "Evaluna" acompanhou-nos nesta viagem
O "Evaluna" teve de abandonar a viagem um dia mais cedo, entretanto já o "Sheherazade" que se havia juntado a nós na Sexta á noite, efectuou a viagem no sentido inverso junto com o "Volare".
Vento? Só de Jerrycan.
Sopa? O pai que a coma porque o puto aprendeu a gostar de petingas fritas.

