
Farilhões, (mal) vistos da Foz do Arelho
Dia de temporal na nossa costa, anunciavam-se vagas de 9 metros, pior só no Mar da Palha.
Ao meu avô que me levava para o rio, aos meus pais que sempre me deixaram ir para o mar.

Farilhões, (mal) vistos da Foz do Arelho
Dia de temporal na nossa costa, anunciavam-se vagas de 9 metros, pior só no Mar da Palha.
Foi mais ou menos aqui que tudo aconteceu, mas ás 02 30 da madrugada noite de chuva
Ligo para o Makito e digo-lhe que estamos á procura dele para irmos para a ilha, ao que este responde:
Podem vir que eu estou no barco.
- Desculpa, mas no barco estamos nós, e temos a certeza que tu não estás cá.
Então já aí vou ter.
(Ainda hoje não sabemos onde ele estava, acho que nem ele)
Mas pronto, chega ao barco, liga o motor e vamos embora, entretanto damos 3 voltas ao NV Falua (Nice) com o Makito aos gritos pelo Tibériooooo, Tibérioooo, acho que acordou toda a gente menos o Tibério, entretanto desistiu e seguimos viagem para a ilha.
- A maré tá vazia, não se vê nada a meio rio, levanta o patilhão que eu vou para proa, o resto do pessoal que vá para dentro da cabine.
O tempo estava de chuva, no meio da escuridão lá descobrimos os contornos da ilha e o meu barco que se encontrava de ré para terra, com a popa em seco e de meio navio para vante na água, calculei que a profundidade á proa devia ser de mais ou menos 50 cm, disse ao Makito que tinhamos água suficiente e para aproar á minha proa e dai passariamos para o meu barco.
Eis que estamos a cerca de 2 metros da minha proa e encalhamos e o Makito desata aos gritos:
- Pois agora estamos encalhados, o barco tem peso a mais á proa, as gordas que estão na cabine que se cheguem cá para trás, tá tudo gordo, não fiquem ai, quero tudo cá para trás.
As 4 supostas "gordas" dentro da cabine respondem que já se chegaram para trás, mas o barco continua encalhado.
As atenções do Makito viram-se para mim.
- A culpa é tua, tinhamos água suficiente mas estamos encalhados, ainda por cima tás ai á proa e tambem és gordo, como é que não haviamos de encalhar, é só gordos neste barco.
Passa-lhe uma coisinha muito má pela cabeça, mete máquina á ré a fundo, o barco desencalha, vai uns metros á ré, mete avante, ganha embalagem, começo a ver o futuro do meu barco a andar meio negro, ai vamos nós direitos á minha proa e é claro a sentir o barco a arrojar pelo fundo, o Oceanus imobiliza-se a uns escassos 10 cm da minha proa.
- Vá, quero todos os gordos daqui para fora, passem para essa carroça.
Mas o barco não desencalha, grita o Makito para o Fernando (por acaso é casado com a irmã dele, suposta gorda que tambem estava na cabine).
- Salta, tás á espera de quê, não vês que tamos encalhados.
O Fernando que de acordo com as palavras do outro, esperava encontrar terra firme debaixo dos pés, dá o salto para o desconhecido, ou seja um mergulho descontrolado de costas.
O Makito quando vê o outro todo molhado a sair de dentro de água, a gritar coisas impróprias para consumo e a despir-se pela encosta da ilha, pior que uma barata, em cuecas, a chuver, ás 02 30 da manhã, pura e simplesmente diz:
Olha... Esqueci-me de levantar o patilhão.
Após a entrada na barra do Douro
A flotilha encostada no Cais da Estiva na ribeira do Porto, o Delmar estava um pouco mais á frente A aproximação á barra de Aveiro
O momento da entrada na barra de Aveiro
Para mais desenvolvimentos da viagem Clica na Mama, Ventosga e Imagens com água

Acabou a época balnear em Alhandra, a água do Tejo já não está a 28º, tambem já acabaram os banhos de mangueira na Marina pois o Sol já não aquece a água, os calções e os chinelos estão pendurados.
Estamos em Outubro, vem ai a Feira de Vila Franca, este ano não houve feira do melão em Agosto, diz a Camara Municipal que foi por não haver produtores, de qualquer maneira fartei-me de comer melão, vá-se lá entender uma coisa destas.
De qualquer maneira ainda nos resta umas boas noites de Outono, sem melgas e o S. Martinho com água-pé e castanhas, a deslocação da nossa frota á Praça do Comércio na passagem de Ano, isto se a meteorologia o permitir, com um pouco de sorte a humidade relativa e o fumo deixarão que o espectáculo seja visto do Rio, senão resta-nos o aconchego da Doca do Espanhol.
Em Janeiro tiramos os barcos da água, mais uma vez não vai haver tempo para fazer todos os trabalhos planeados.
Na Páscoa voltamos a Valada.
O "Evaluna" acompanhou-nos nesta viagem
O "Evaluna" teve de abandonar a viagem um dia mais cedo, entretanto já o "Sheherazade" que se havia juntado a nós na Sexta á noite, efectuou a viagem no sentido inverso junto com o "Volare".
Vento? Só de Jerrycan.
Sopa? O pai que a coma porque o puto aprendeu a gostar de petingas fritas.
Bateiras atracadas a jusante da ponte de Muge.
Aproximação á ponte de Muge, nesta zona o fundo é bastante instável devido á acentuada exploração de inertes e aos troncos semi submersos, momentos depois de a foto ser tirada o patilhão acusou a sua presença.
Passagem pela ponte de Muge, Cmdt Pica-Pau ao leme do Figaro "Oceanus", atento ás instruções que chegavam da proa via Cmdt Toka-Toka.
Vista do rio a montante da ponte de Muge, aqui conseguimos fundos entre os 2,5om e os 5,oo m
"N.V. VOLARE" a descer o rio no regresso a Alhandra, deve ter sido a unica vez que apanhamos um NE favorável e certinho, nesta altura mandava os meus agradecimentos ao tipo que inventou o Piloto Automático, onde quer que ele estivesse.
"N.V. OCEANUS" e o Makito (CMDT PICA - PAU), tambem grande simpatizante do dito cujo que inventou o P.A.
A casa dos meus sonhos, só faltava o meu DCzinho atracado naquele cais.
O "Boneco do Forte". Monumento erigido em 1883, alusivo às invasões francesas e às batalhas das Linhas de Torres Vedras, no pedestral pode-se ler em latim as palavras "Non Ultra" (não passarás).
Não podemos deixar de relembrar as palavras de João Gregório (C.N. Moitense) aquando do 70º
aniversário do NTM Creoula, que foram tambem os barcos tipicos do tejo, em 13 de Outubro de 1810, armados de artilharia em frente a Vila Franca de Xira, contribuiram para este "Non Ultra".
Alhandra, filha do Tejo.
"Bateiras", durante mais quanto tempo a resisitir aos barcos de fibra?A traineira do Isidro ainda resiste.
Associação dos Bombeiros Voluntários d'Alhandra.
Associação Centenária, fundada em 2 de Julho de 1900, conta com 95 efectivos no seu quadro, (incluindo pessoal auxiliar). Os Bombeiros de Alhandra estiveram várias vezes envolvidos em missões humanitárias internacionais, nomeadamente Moçambique e Turquia.
O Sr Comandante Jerónimo deu-me honra desta foto, juntamente com o pessoal de serviço no Quartel.
Enquanto fui Presidente da Secção Náutica do Alhandra tive o previlégio de privar muitas vezes no teatro das operações de segurança nas provas náuticas, foi sempre para mim uma honra trabalhar em conjunto com os Voluntários de Alhandra.
Na realidade só nos lembramos dos bombeiros quando há Fogo.
A todos o meu obrigado.