segunda-feira, 7 de março de 2011

Dá que pensar...

Um destes dias fizeram-me pensar em pequenas coisas desta nossa passagem pela vida, nomeadamento do respeito que grangeamos junto dos nossos colegas e amigos.
Uma elas aconteceu em amena cavaqueira este sábado no nosso habitual almoço no Borda d'água, em que não sei porque motivo, a esposa de um meu colega Cmdt desta vida de marinheiro, diz que o Rui ainda hoje tem o meu nome na agenda do telefone "João Presidente", e questionava-se, porque passados 4 anos após passar as chaves ao meu sucessor, num gesto simbólico, ainda tenho esse "estatuto", que faz confusão a muita gente (má, diga-se).
Uns tempos atrás um amigo meu, navegante, chegou-me a dizer, "devias-te afastar um bocado daqui, a tua presença incomoda-os".
Ainda nos dias de hoje, sempre que me desloco ao clube, há sempre um ou outro sócio que tira o chapéu, "tá bom Sr Presidente, ou o atleta que grita "Presidenteeeee", quando me cruzo na rua com o nosso tambem ex-Presidente da Junta, saudamo-nos com um "de presidente para presidente".
A isto pode-se chamar respeito, que se ganha respeitando, ao longo de 8 anos á frente dos destino do clube onde práticamente fui criado, posso dizer que sempre respeitei, amado e respeitado por muitos, odiado e invejado por meia duzia, (são 6 e sei os nomes).
Como se ganha o respeito?
Não sei, olhem para mim e invejem-se, tenho comigo as licenças da Federação Portuguesa de Vela e F.P.Canoagem nºs 2636 e 1949 (árbrito, treinador e atleta).
Duma coisa tenho a certeza, o respeito não se ganha a fazer guerrinhas pessoais, a dar facadas nas costas, inclusivé naqueles que nos deram a mão, tambem não se ganha com a mesquinhês de fechar a porta do clube á pressa porque "vem lá o gajo e eu não gosto dele", e muito menos a esconder as bilhas do gás, porque o gajo foi treinar, mas se quiser tomar banho, vá tomar banho a casa, isto de 2 duches por semana é um luxo que o clube não pode suportar, dizem.
Tambem não é com queixinhas e culpas em quem não está presente.
Pois é, o respeito ganha-se, constroi-se ao longo da nossa existência.
Como diz o ditado, "não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu" e "o hábito não faz o monge"
Aqueles que de vez em quando vem aqui ler estas coisas, desculpem o meu desabafo, aos "outros", vou fazer minhas as palavras de um tio meu de Aveiro, leia-se Ilhavo, como se diz mesmo?
Ah, ide-vos fod....

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Crónica de uma morte anunciada

De seu nome José Lopes, conhecido nos meios náuticos por Zé, o mais conhecido dos navegadores desconhecidos, veio a Alhandra visitar o seu "Olympus".

Votado ao abandono, onde o Zé o deixou, em frente ao Museu de Alhandra, a vida não tem permitido as deslocações a Alhandra, quanto mais pensar em recuperar o barco, diz o Zé do fundo da sua humildade.

Era sábado, depois do nosso habitual almoço, pegá-mos no Blue Dolphins do meu colega Cmdt Mega, fomos visitar o Zé ao Olympus, nunca tinha estado a bordo, entristeceu-me ver o estado de um barco que no seu tempo foi um supra sumo da sua classe, chegando inclusive a participar na Rota do Rhum.

O Zé enquanto tentava abrir a portinhola inchada, ainda balbucionava aquilo que todos nós costumamos dizer em desabafo "não me sai o euro-milhões"

O Zé e o Mega, inspecionavam os estragos do interior, para mim era mais fácil verificar o que se encontrava em bom estado, por muito que me custe dizer, nunca mais é barco. e é pena, como o Zé me disse várias vezes, era um barco lindo a navegar.

Continua longo, o abandono do "Olympus", pertença do Zé Lopes, uma das pessoas mais apaixonadas pelo mar que já conheci, e com quem dá prazer falar sobre barcos e mar.

Várias vezes estou no Cais 14, a contemplar o "Olympus", o pessoal que me conhece, ligado a estas lides, perguntam-me "aquilo nunca mais sai dali".

Eu vezes sem conta, conto a história daquele trimarã e do seu dono, o Zé Lopes, o homem que foi uma vez á Ilha de Tristão da Cunha, a ilha mais remota do Hemisfério Sul, trouxe de lá um Van De Stadt 28, que diz quem viu, parecia um destroço quando chegou a Lisboa, o Zé veio nele a navegar, assim como foi para o Brasil no "Olympus" fez a travessia com a proa a meter água e aterrou em Alhandra.

Links relacionados:
http//nvvolare.blogspot.com/search?q=de+seu+nome%2C+Jos%C3%A9

http//mamalhandra.blogspot.com/search?q=o+cigano+do+mar

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Viagens a preto e branco

Decorria o ano da graça de Deus de 1999, eu dava os primeiros passos como entidade formadora de navegadores de recreio, o Instituto Marítimo Portuário, impunha um formador credenciado para a área dos 1ºs socorros, desloquei-me aos Bombeiros Voluntários d'Alhandra, lá o nosso Cmdt Jerónimo, deu-me a indicação que havia o "tipo ideal" para isso, era o Chefe Nuno dos Bombeiros de Alverca.
Falei com o Nuno que prontamente se disponibilizou a colaborar nas minhas aulas, na matéria de segurança e 1ºs socorros.
Quando falava aos alunos que a próxima aula seria de 1ºs socorros, o interesse não era muito, afinal eles estavam ali para serem marinheiros e não socorristas, eu dizia, "venham á aula que vai ser interessante".

O Nuno chegava, nunca pontual, (os primeiros 10 minutos eram dele), á pressa perguntava-me o que queria que ele fizesse, explicava o que pretendia e as próximas 2 horas ficava por conta própria.
Sentava-me a assistir á aula, sentei-me vezes sem conta, admirava como ele conseguia transformar uma aula supostamente de "seca", numa aula extremamente interessante e interactiva, eu considerava-me um bom formador, mas nunca tinha visto nada assim, ao ponto de muitos alunos "agradecerem" aquela aula.
Posteriormente vim a saber que também era musico, encontrámos-nos no bar do meu Clube e disse-me que ia tocar ao Villa, disse-me para ir ver que ia gostar do reportório.
Fui vê-lo tocar, nunca tinha visto nenhum "amador", arranhar uma Fender Stratocaster daquela maneira, de tal modo que me fez lembrar que também tinha uma guitarra esquecida lá para os lados do Cartaxo, numa casa de família.

O tempo foi passando e fui vendo o Nuno a tocar, até ao dia que lhe liguei e levou comigo de rajada, disse que tinha comprado uma guitarra nova, que tinha uma guitarra velha, que tinha aprendido musica há uns bons 28 anos, na escola onde hoje ele também dá aulas, e que queria voltar a tocar, e depois de o ver tocar, tinha sido ele o eleito para essa nobre tarefa, o Nuno sem nunca saber que eu tinha alguma vez tocado numa guitarra, disse "aparece".

Sempre que venho de viagem e agenda o permite, encontra mo-nos no seu estúdio para trocarmos umas larachas no meio de uns acordes e ele lá se enche de paciência para me aturar, e não tem sido fácil.

Entretanto ao fim de muitos anos a acompanhar músicos de renome da nossa cena musica, atreve-se a lançar um álbum de originais, nos tempo que correm não é fácil, ainda por cima sendo a sua maioria instrumental.

Acabei de ouvir o álbum "Viagens a preto e branco", sinceramente, fiquei cliente.
Ao Nuno, pela amizade, pela paciência, por aquilo que gostamos, boa musica e um bom vinho.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Do Parque das Nações até Alhandra

A pedido de alguns navegantes que se desejam aventurar por água acima e outros por água abaixo, elaborei este roteiro de modo a constituir um guia de consulta rápida e proporcionar uma
navegação o mais segura possível a quem não for conhecedor dos fundos navegáveis neste percurso.

As coordenadas indicadas estão referidas ao sistema elipsoidal Datum WGS 84.

Este roteiro é meramente informativo não dispensa toda a atenção que a prudência marinheira assim o aconselhar.
A todos uma boa navegação.

Lisboa (Parque das Nações) – Alhandra (distância aprox. 11,5 M)
Uma vez que o percurso se encontra balizado deveremos seguir sempre as proas recomendadas, de bóia a bóia e respeitar o sentido da balizagem e os devidos Way Points, deverão sempre ser tomadas todas a precauções para navegação em águas sujas, deste modo a embarcação deverá estar equipada com sonda, o alarme deverá soar aos 3,00 metros.
Uma vez que partindo de qualquer marina a jusante do Parque das Nações, os fundos não oferecem qualquer perigo para a navegação, vamos considerar como ponto de partida a Marina do Parque das Nações.

Bóia CR 5 situada em frente ao acesso á marina
Coordenadas 38º 45’165 N 009º 05’380 W

A partir deste ponto podemos rumar á Pv= 019, directamente ao enfiamento a jusante da Pt Vasco da Gama, definido pelas bóias B2 e B1, numa distância de 1,7 M.
Coordenadas 38º 46’818 N 009º 04’768 W

Deste ponto continuamos para o enfiamento a montante da Pt Vasco da Gama, definido
pelas bóias B3 e B4 Coordenadas 38º 47’292 N 009º 04’555 W, distancia de 0,5 M.

De B3-B4 á baliza nº6 - Coordenadas 38º 48’297 N 009º 03’834 W
Pv= 030 Distancia 1,2 M
(desprezámos a baliza 4 - Coordenadas 38º 47’867 N 009º 04’199 W )

Da baliza nº6 até á nº 8 - Coordenadas 38º 49’309 N 009º 03’156 W
Pv= 028 Distancia 1,1 M
(desprezando a nº6A coordenadas 38º 48’774 N 009º 03’599W)

Da baliza nº8 á bóia nº1 - Esta tão famosa bóia nº1 foi reposicionada nas coordenadas 38º 49’608 N 009º 02’548 W
Pv= 058 Distancia 0,6 M

Da bóia nº1 á bóia 10A – Coordenadas 38º 49’971 N 009º 02’389 W
Pv= 019 Distancia 0,4 M

Da bóia 10ª á bóia 1ª – Coordenadas 38º 50’372 N 009º 02’007 W
Pv= 036 Distancia 0,5 M

Da bóia 1ª á marca cardeal Este – Coordenadas 38º 50’646 N 009º 02’173 W
Pv= 336 Distancia 0,3 M

Da marca cardeal Este á bóia nº5 - Coordenadas 38º 52’600N 009º 01’253 W
Pv= 020 Distancia 2,1 M

Da bóia nº5 á baliza nº10 (baliza de Alverca) - Coordenadas 38º 53’518 N
009º 01’087 W

A partir deste ponto, a navegação deverá ser efectuada junto á margem norte com resguardos entre 100 e 150 metros até ao Cais de Alhandra, e posteriormente até á marina do clube local.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Verd'inveja"

Costuma-se dizer que a inveja é uma coisa muito feia, feia mesmo, e não invejo ninguem, mas este fim de semana fiquei com uma sentimento esquisito, senão vejamos:
Estava um vento de Nordeste certinho, força 3 "le bon trois", como os dizem lá na França, uma enchente de maré morta, muito fraca, uma mareta de 10 cm, vejo uma Vela a descer o rio, era o Pedro e o "Fulô", pensei que ele devia estar a gozar que nem um perdido, que inveja.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Projecto "Multichine 45"

Conheci o Rui á alguns anos, não sendo de tradição marinheira, era no entanto apaixonado por estas coisas do barcos e da navegação.
Rápidamente se adaptou a estas lides e acabou como meu aluno, acompanhei a sua formação até finalmente fazer o curso de Patrão de Alto Mar.
Finalmente embrenhou-se no seu projecto, um veleiro de 45 pés, em aço, um projecto do gabinete brasileiro “Roberto Barros yacht design”.
Faz 3 anos em março que iniciou a construção, tenho efectuado algumas visitas de acompanhamento da construção, esta semana fui visitá-lo novamente e voltámos a falar destas coisas de barcos, trocámos algumas impressões que o próprio me autorizou a publicar.

A escolha do projecto

Apesar de no nosso país já haverem sido construídas várias unidades de outros arquitectos com provas dadas, tais como “Van de Stadt”, “Gerard Chaigne” ou “Bruce Roberts”, esta questão não foi muito pacifica e levou vários meses a ser decidida, o Rui explicou-nos o porquê desta escolha:

Eu procurava um veleiro com mais ou menos 42 Pés e que fosse forte , fácil de construir, que não fosse uma lesma a navegar e que pudesse ser manobrado por uma só pessoa. Mas o factor mais forte além da robustez seria sem duvida a beleza, eu tinha que olhar e decidir sem sombra de duvida...é este!
As coisas comigo têm que funcionar assim, sem dúvidas, porque se as há logo no inicio....não é seguramente um bom inicio.
Assim este casco é extremamente seguro, apresentando soluções que nunca vi noutro veleiro do mesmo porte, tais como: anteparas estanques; uma antepara longitudinal em chapa de 12mm; uma cabine de piloto (a cair em desuso mas muito útil) e a possibilidade de ter um posto de comando alternativo no interior.
Seguem-se outras características muito importantes tais como grande capacidade de armazenar água e combustível e espaço para poder montar uma pequena oficina com torno e ferramentas para manutenção ou reparação de emergência.
Patilhão de aba e skegue no apoio da pá do leme são outros pormenores que denotam que quem fez este desenho tinha "mesmo" em mente fazer um barco para qualquer latitude e á prova de "volta ao mundo".
È verdade que no inicio ainda pensei num desenho do escritório do "Bruce Roberts" mas não me apaixonava como este e parecia que o desenho já muito antigo não favorecia um casco rápido, embora o nível de informação para o construtor amador seja altíssimo, funcionando quase como um jogo do lego.
Depois outras situações ajudaram a decisão, o facto de falar-mos a mesma língua favorece o entendimento, em caso de qualquer esclarecimento técnico, tudo ficava mais fácil.

Sendo a primeira experiência deste tipo, porquê logo um 45 pés?

“Pelo que me apercebi, muita gente constrói um barco de 30 a 34 pés, depois passam o tempo a olhar para os de 40 pés, eu não quero passar por isso, mesmo com todas as condicionantes, decidi partir logo para o maior dentro das minhas possibilidades, quero um barco para toda a vida, o conceito é “fazer e esquecer”, e depois somos 5 na família.
Alem do facto que não quero o barco para andar ás voltinhas no rio, o meu intuito é partir mar dentro e depois logo se verá.”

Custos de um projecto deste tipo, quer a nível económico e a nível pessoal?

“Tenho um orçamento estimado em 100.000 euros para este empreendimento, a nível pessoal penso ocupar entre 5 a 8 anos, desde a compra (encomenda) do projecto até esta altura, passaram quase 3 anos, iniciei a construção em Março de 2008, tendo em conta que a obra esteve parada 2 meses para me poder dedicar ao curso de Patrão de Alto Mar, as perspectivas continuam animadoras.”

Porquê a opção “de aço”?

“È um material que conheço bem e sei trabalhar, tinha a maquinaria toda, desde máquinas de soldar, quinadeira, inclusive uma estufa para eléctrodos que funciona a 12 volts e posso levar sempre a bordo, assim como uma máquina de soldar portátil, que aliás é com ela que me encontro neste momento a trabalhar.
Também temos de ter em conta que ninguém está livre de acidentes, e num porto qualquer se faz uma soldadura.
Poderia haver a opção do alumínio, mais difícil de trabalhar, de reparar, mais oneroso e obrigava-me a comprar outro tipo de máquinas, a madeira não sei trabalhar, pelo que os interiores devo dar de empreitada a um carpinteiro, quanto á fibra nem sequer pensei nisso.”

Houve ou haverá alguma inovação ou consideração a ter em conta neste projecto?

“Uma das minhas preocupações foi o convés/poço, desde que numa deslocação que fiz aos estaleiros do Venâncio, e vi um bocado de convés de aço com teca colada, em que a teca estava em bom estado e o aço completamente degradado, pensei que tinha de pensar numa alternativa. Convés em inox foi a solução, considero a solução ideal para uma zona delicada, desde as zonas de cortes para colocação das escotilhas, no convés há sempre coisas a caírem, provocando pequenas zonas de oxidação, deste modo o problema fica resolvido.
Uma inovação vai ser o mastro, o projecto prevê um mastro de alumínio com parede de 7 mm, vou eu construi-lo em inox de 3mm de espessura, sendo um material muito mais forte, julgo que posso reduzir substancialmente a espessura, estou a contactar alguns experts que me possam aconselhar no assunto, claro que tudo isto será testado em terra, antes de ir para o mar.”

Em poucas palavras o resumo de toda esta experiência

“Uma aventura dentro da "aventura" que é construir um veleiro em aço com 14 metros. Uma obra desta envergadura só é possível chegar a bom porto depois de eu próprio vencer a inércia, o medo e as indecisões próprias dos grandes projectos.”

sábado, 22 de janeiro de 2011

Momentos 2010

Estava a faltar esta publicação da praxe, relativa aos momentos mais marcantes de 2010.

Um dos momentos mais marcantes, foi uma quebra de costelas, da qual não há registo fotográfico, mas ficou marcada definitivamente, tanto que a partir desse momento, deixei de consultar o WindGuru, agora a previsão do tempo vem directamente dos costados, não falha.

Devido a este acontecimento no inicio do Verão, toda a navegação foi condicionada, pelo que só vou realçar um acontecimento marcante.

O regresso do Santa Maria Manuela a Aveiro
Foi em finais de Abril de 2010 que o SMM, irmão gémeo do NTM/Creoula, regressou a Aveiro após um longo trabalho de restauro, nós tripulação do NVV/Véronique fomos esperá-lo.



O momento em que o SMM, entra a Barra de Aveiro


O momento em que o meu "tio" João Veiga, ficou emocionado de lágrimas nos olhos ao ver chegar o Lugre Bacalhoeiro onde o pai andou embarcado.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Miscelandia, barco fora d'água, novo ano, etc.

Hoje foi dia de trazer o "Volare" para terra, acordei com vontade de ver o Tejo da minha janela, ele não estava visível, como dizemos em termos náuticos, estava visibilidade reduzida, frio quanto baste, mas tinha de ser hoje, a embarcação já acusava 10 meses a nado, avizinha-se os ventos de Sul frequentes a partir desta altura, pelo que vamos para estaleiro.


Pelas 14oo HLeg, já cá estava fora, de salientar que o anti-fouling testado este ano mostrou estar ao mais alto nivel, eu próprio que tinha as minhas duvidas, fiquei cliente, o casco estava limpinho, sem cracas, limos ou o habitual nateiro.

Na Páscoa voltaremos a navegar.

Em resumo, este ano também não foi um grande ano de navegações, á conta de uma quebra de costelas no inicio da época balnear, (por favor nunca deixem os albóis abertos), o barco ficou na água e eu fiquei o verão todo no estaleiro, só consegui voltar a navegar em Setembro, desde que em 2004 adquiri este DC 740, foi mesmo o ano com menos milhas percorridas.

A put... da vida profissional também não deixou fazer muito mais, houve muitas mudanças de rumo num ano só.

A vida pela borda d'água tambem não vai melhor, o meu clube está completamente desmembrado, perdeu-se o espírito de grupo que custou décadas a construir, mas os incautos marinheiros voltam a juntar-se, estamos em crer que se possa criar uma nova tripulação para a nau á deriva.

Para todos os que por aqui passam, os navegantes ou não, um bom ano de 2011, se mais nada podermos fazer, pelo menos que naveguemos.