segunda-feira, 7 de março de 2011
Dá que pensar...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Crónica de uma morte anunciada
Votado ao abandono, onde o Zé o deixou, em frente ao Museu de Alhandra, a vida não tem permitido as deslocações a Alhandra, quanto mais pensar em recuperar o barco, diz o Zé do fundo da sua humildade.
Era sábado, depois do nosso habitual almoço, pegá-mos no Blue Dolphins do meu colega Cmdt Mega, fomos visitar o Zé ao Olympus, nunca tinha estado a bordo, entristeceu-me ver o estado de um barco que no seu tempo foi um supra sumo da sua classe, chegando inclusive a participar na Rota do Rhum.
O Zé enquanto tentava abrir a portinhola inchada, ainda balbucionava aquilo que todos nós costumamos dizer em desabafo "não me sai o euro-milhões"
O Zé e o Mega, inspecionavam os estragos do interior, para mim era mais fácil verificar o que se encontrava em bom estado, por muito que me custe dizer, nunca mais é barco. e é pena, como o Zé me disse várias vezes, era um barco lindo a navegar.

Várias vezes estou no Cais 14, a contemplar o "Olympus", o pessoal que me conhece, ligado a estas lides, perguntam-me "aquilo nunca mais sai dali".
Eu vezes sem conta, conto a história daquele trimarã e do seu dono, o Zé Lopes, o homem que foi uma vez á Ilha de Tristão da Cunha, a ilha mais remota do Hemisfério Sul, trouxe de lá um Van De Stadt 28, que diz quem viu, parecia um destroço quando chegou a Lisboa, o Zé veio nele a navegar, assim como foi para o Brasil no "Olympus" fez a travessia com a proa a meter água e aterrou em Alhandra.
Links relacionados:
http//nvvolare.blogspot.com/search?q=de+seu+nome%2C+Jos%C3%A9
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Viagens a preto e branco
O Nuno chegava, nunca pontual, (os primeiros 10 minutos eram dele), á pressa perguntava-me o que queria que ele fizesse, explicava o que pretendia e as próximas 2 horas ficava por conta própria.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Do Parque das Nações até Alhandra
As coordenadas indicadas estão referidas ao sistema elipsoidal Datum WGS 84.
Este roteiro é meramente informativo não dispensa toda a atenção que a prudência marinheira assim o aconselhar.
A todos uma boa navegação.
Lisboa (Parque das Nações) – Alhandra (distância aprox. 11,5 M)
Uma vez que o percurso se encontra balizado deveremos seguir sempre as proas recomendadas, de bóia a bóia e respeitar o sentido da balizagem e os devidos Way Points, deverão sempre ser tomadas todas a precauções para navegação em águas sujas, deste modo a embarcação deverá estar equipada com sonda, o alarme deverá soar aos 3,00 metros.
Uma vez que partindo de qualquer marina a jusante do Parque das Nações, os fundos não oferecem qualquer perigo para a navegação, vamos considerar como ponto de partida a Marina do Parque das Nações.
Bóia CR 5 situada em frente ao acesso á marina
Coordenadas 38º 45’165 N 009º 05’380 W
A partir deste ponto podemos rumar á Pv= 019, directamente ao enfiamento a jusante da Pt Vasco da Gama, definido pelas bóias B2 e B1, numa distância de 1,7 M.
Coordenadas 38º 46’818 N 009º 04’768 W
Deste ponto continuamos para o enfiamento a montante da Pt Vasco da Gama, definido
pelas bóias B3 e B4 Coordenadas 38º 47’292 N 009º 04’555 W, distancia de 0,5 M.
De B3-B4 á baliza nº6 - Coordenadas 38º 48’297 N 009º 03’834 W
Pv= 030 Distancia 1,2 M
(desprezámos a baliza 4 - Coordenadas 38º 47’867 N 009º 04’199 W )
Da baliza nº6 até á nº 8 - Coordenadas 38º 49’309 N 009º 03’156 W
Pv= 028 Distancia 1,1 M
(desprezando a nº6A coordenadas 38º 48’774 N 009º 03’599W)
Da baliza nº8 á bóia nº1 - Esta tão famosa bóia nº1 foi reposicionada nas coordenadas 38º 49’608 N 009º 02’548 W
Pv= 058 Distancia 0,6 M
Da bóia nº1 á bóia 10A – Coordenadas 38º 49’971 N 009º 02’389 W
Pv= 019 Distancia 0,4 M
Da bóia 10ª á bóia 1ª – Coordenadas 38º 50’372 N 009º 02’007 W
Pv= 036 Distancia 0,5 M
Da bóia 1ª á marca cardeal Este – Coordenadas 38º 50’646 N 009º 02’173 W
Pv= 336 Distancia 0,3 M
Da marca cardeal Este á bóia nº5 - Coordenadas 38º 52’600N 009º 01’253 W
Pv= 020 Distancia 2,1 M
Da bóia nº5 á baliza nº10 (baliza de Alverca) - Coordenadas 38º 53’518 N
009º 01’087 W
A partir deste ponto, a navegação deverá ser efectuada junto á margem norte com resguardos entre 100 e 150 metros até ao Cais de Alhandra, e posteriormente até á marina do clube local.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
"Verd'inveja"

domingo, 30 de janeiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
Projecto "Multichine 45"
Finalmente embrenhou-se no seu projecto, um veleiro de 45 pés, em aço, um projecto do gabinete brasileiro “Roberto Barros yacht design”.
A escolha do projecto
Apesar de no nosso país já haverem sido construídas várias unidades de outros arquitectos com provas dadas, tais como “Van de Stadt”, “Gerard Chaigne” ou “Bruce Roberts”, esta questão não foi muito pacifica e levou vários meses a ser decidida, o Rui explicou-nos o porquê desta escolha:
“Eu procurava um veleiro com mais ou menos 42 Pés e que fosse forte , fácil de construir, que não fosse uma lesma a navegar e que pudesse ser manobrado por uma só pessoa. Mas o factor mais forte além da robustez seria sem duvida a beleza, eu tinha que olhar e decidir sem sombra de duvida...é este!
As coisas comigo têm que funcionar assim, sem dúvidas, porque se as há logo no inicio....não é seguramente um bom inicio.
Assim este casco é extremamente seguro, apresentando soluções que nunca vi noutro veleiro do mesmo porte, tais como: anteparas estanques; uma antepara longitudinal em chapa de 12mm; uma cabine de piloto (a cair em desuso mas muito útil) e a possibilidade de ter um posto de comando alternativo no interior.
Seguem-se outras características muito importantes tais como grande capacidade de armazenar água e combustível e espaço para poder montar uma pequena oficina com torno e ferramentas para manutenção ou reparação de emergência.
Patilhão de aba e skegue no apoio da pá do leme são outros pormenores que denotam que quem fez este desenho tinha "mesmo" em mente fazer um barco para qualquer latitude e á prova de "volta ao mundo".
È verdade que no inicio ainda pensei num desenho do escritório do "Bruce Roberts" mas não me apaixonava como este e parecia que o desenho já muito antigo não favorecia um casco rápido, embora o nível de informação para o construtor amador seja altíssimo, funcionando quase como um jogo do lego.
Depois outras situações ajudaram a decisão, o facto de falar-mos a mesma língua favorece o entendimento, em caso de qualquer esclarecimento técnico, tudo ficava mais fácil.
Sendo a primeira experiência deste tipo, porquê logo um 45 pés?
“Pelo que me apercebi, muita gente constrói um barco de 30 a 34 pés, depois passam o tempo a olhar para os de 40 pés, eu não quero passar por isso, mesmo com todas as condicionantes, decidi partir logo para o maior dentro das minhas possibilidades, quero um barco para toda a vida, o conceito é “fazer e esquecer”, e depois somos 5 na família.
Alem do facto que não quero o barco para andar ás voltinhas no rio, o meu intuito é partir mar dentro e depois logo se verá.”
Custos de um projecto deste tipo, quer a nível económico e a nível pessoal?
“Tenho um orçamento estimado em 100.000 euros para este empreendimento, a nível pessoal penso ocupar entre 5 a 8 anos, desde a compra (encomenda) do projecto até esta altura, passaram quase 3 anos, iniciei a construção em Março de 2008, tendo em conta que a obra esteve parada 2 meses para me poder dedicar ao curso de Patrão de Alto Mar, as perspectivas continuam animadoras.”
Porquê a opção “de aço”?
“È um material que conheço bem e sei trabalhar, tinha a maquinaria toda, desde máquinas de soldar, quinadeira, inclusive uma estufa para eléctrodos que funciona a 12 volts e posso levar sempre a bordo, assim como uma máquina de soldar portátil, que aliás é com ela que me encontro neste momento a trabalhar.
Também temos de ter em conta que ninguém está livre de acidentes, e num porto qualquer se faz uma soldadura.
Poderia haver a opção do alumínio, mais difícil de trabalhar, de reparar, mais oneroso e obrigava-me a comprar outro tipo de máquinas, a madeira não sei trabalhar, pelo que os interiores devo dar de empreitada a um carpinteiro, quanto á fibra nem sequer pensei nisso.”
Houve ou haverá alguma inovação ou consideração a ter em conta neste projecto?
“Uma das minhas preocupações foi o convés/poço, desde que numa deslocação que fiz aos estaleiros do Venâncio, e vi um bocado de convés de aço com teca colada, em que a teca estava em bom estado e o aço completamente degradado, pensei que tinha de pensar numa alternativa. Convés em inox foi a solução, considero a solução ideal para uma zona delicada, desde as zonas de cortes para colocação das escotilhas, no convés há sempre coisas a caírem, provocando pequenas zonas de oxidação, deste modo o problema fica resolvido.
Uma inovação vai ser o mastro, o projecto prevê um mastro de alumínio com parede de 7 mm, vou eu construi-lo em inox de 3mm de espessura, sendo um material muito mais forte, julgo que posso reduzir substancialmente a espessura, estou a contactar alguns experts que me possam aconselhar no assunto, claro que tudo isto será testado em terra, antes de ir para o mar.”
Em poucas palavras o resumo de toda esta experiência
“Uma aventura dentro da "aventura" que é construir um veleiro em aço com 14 metros. Uma obra desta envergadura só é possível chegar a bom porto depois de eu próprio vencer a inércia, o medo e as indecisões próprias dos grandes projectos.”
sábado, 22 de janeiro de 2011
Momentos 2010
Um dos momentos mais marcantes, foi uma quebra de costelas, da qual não há registo fotográfico, mas ficou marcada definitivamente, tanto que a partir desse momento, deixei de consultar o WindGuru, agora a previsão do tempo vem directamente dos costados, não falha.
Devido a este acontecimento no inicio do Verão, toda a navegação foi condicionada, pelo que só vou realçar um acontecimento marcante.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Miscelandia, barco fora d'água, novo ano, etc.

Pelas 14oo HLeg, já cá estava fora, de salientar que o anti-fouling testado este ano mostrou estar ao mais alto nivel, eu próprio que tinha as minhas duvidas, fiquei cliente, o casco estava limpinho, sem cracas, limos ou o habitual nateiro.
Na Páscoa voltaremos a navegar.
Em resumo, este ano também não foi um grande ano de navegações, á conta de uma quebra de costelas no inicio da época balnear, (por favor nunca deixem os albóis abertos), o barco ficou na água e eu fiquei o verão todo no estaleiro, só consegui voltar a navegar em Setembro, desde que em 2004 adquiri este DC 740, foi mesmo o ano com menos milhas percorridas.
A put... da vida profissional também não deixou fazer muito mais, houve muitas mudanças de rumo num ano só.
A vida pela borda d'água tambem não vai melhor, o meu clube está completamente desmembrado, perdeu-se o espírito de grupo que custou décadas a construir, mas os incautos marinheiros voltam a juntar-se, estamos em crer que se possa criar uma nova tripulação para a nau á deriva.
Para todos os que por aqui passam, os navegantes ou não, um bom ano de 2011, se mais nada podermos fazer, pelo menos que naveguemos.






