domingo, 26 de dezembro de 2010

Natal nas cercanias do Mar da Palha "O Tenebroso"

Hoje o dia amanheceu frio, sol, mas frio, como é normal ao fim de semana, salto da cama, equipo-me apressadamente, monto uma das minhas "Famosas" e percorro a milha maritima que me separa do barco, fiz uma pequena paragem no "14", o rio lá estava, lindo como só ele.


Uma "famosa" no "14" com vista para o Mouchão d'Alhandra.


Vista para montante

Bico Sul do Mouchão d'Alhandra, ao longe, o Mar da Palha, "Tenebroso" como só ele.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Entre tempestades e "bonanzas"

Entre uma coisa e outra, o S. Pedro presenteia-nos com uns belos dias de Outono nas cercanias do Tenebroso Mar Da Palha, um sábado sem vento com um rio de azeite e o Deus Apolo incidir uns raios sobre todo este cenário, a temperatura amena permitiu a deslocação de Bike até ao barco, aproveita-se para abrir os albóis e arejar as locas.
Não alheio a tudo isto estava o nosso corvo marinho, que aproveitava para secar as asas, enquanto o movimento dos passeantes ainda não se acentuava, também não se importava muito com a minha presença enquanto lhe tirava as fotos com a minha máquina de bolso, que por acaso até dá para telefonar.
Coisas de um Ribatejo profundo, na borda d'agua da Mui Nobre Vila d'Alhandra.

Em fundo, o meu companheiro de viagens que neste ano controverso ficaram um bocado aquém das expectativas. Para o ano vai ser diferente, digo eu, a ver vamos.

sábado, 6 de novembro de 2010

Velas em... Castelo Branco !!!

Nada mais que na entrada do Centro Comercial "Alegro", na Zona Industrial de Castelo Branco.

Projecto de arquitectura do nosso amigo Julio Quirino, que não quis deixar de dar um toque náutico á coisa, vai para 3 anos atrás no seu atelier em Carcavelos, enquanto falávamos sobre a aplicação de alguns materiais compósitos, havia-me confessado que tinha conseguido dar um toque especial na obra, mas não me chegou a dizer, sabendo que eu haveria de passar por aqueles lados, apenas me disse "quando lá fores, vais reparar".

3 genoas generosamente abertas, na entrada principal da galeria comercial


Não faltaram os devidos enroladores


O Julio, ainda em tempos de "Nagual", numa regata que disputámos durante cerca de 5 horas a cruzar proas, passou agora á vida civil, "Nagual" mudou de armador e mudou-se para Aveiro, tambem para boas mãos, diga-se.

Com o Nagual em tempos de Julio numa travessia do Tenebroso Mar da Palha

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

A feira de Outubro - Vila Franca de Xira

Como vem sendo hábito nesta altura do ano, faz-se uma pequena viagem fluvial, o barco fica atracado na marina "rival" e faz-se uma pequena perninha até á Rua da Estação para ver os toiros.
Quase Pamplona

Não estacione a viatura junto ao rio, pode levar uma cornada

Muitos imigrantes de fora e toiro olhava e pensava "tu est ici, tu est á mangé"

Vacas á solta, doidas

O cavalo e o Campino, simbolos da Leziria Ribatejana, digo eu, mas prefiro o melão.

Decidamente, não gosto de touros, mas pronto, cumpri a tradição, fui ver ao vivo a matéria de que são feitos os "hamburgas" e depois fui á feira comer uma bifana.

sábado, 18 de setembro de 2010

De Sines a Alhandra

Na companhia do meu colega Cmdt Mega, lá fomos para Sete Rios apanhar o expresso com destino a Sines, íamos buscar o "Kecth Up", do meu amigo Luis (ex-proprietário do Volare), que por motivos profissionais teve de ir para terras do Ultramar, ficando o barco em Sines.
Nesta primeira etapa tambem ficámos a saber que o bilhete para Sines, também dá para ir até ao Algarve, isto porque no beca-beca da viagem, não reparámos que estávamos na paragem de Sines, e aproveitámos para verificar se havia algum pessegueiro na ilha, como se fala numa canção.

Pelas 0600 da matina dei o toque de alvorada e levantei o meu colega da cama ao som do arranque do motor, após as verificações da praxe, pelas 0630 zarpávamos e meia hora depois estávamos cá fora.
Havíamos feito um planeamento de 12 horas até á barra de Lisboa, com um ETA a Alhandra pelas 2300 H Leg.
Um piloto muito automático providenciado pelo Cmdt Mega, "ah e tal o leme faz muita força"

A viagem decorreu calma até ao Espichel que avistámos pelas 1200 e uma horita depois já estávamos a levar com ele, a nortada começava a sentir-se e o mar alterava-se.
Ora subíamos
Ora descíamos, mas a "traineira" portava-se bem, afinal este "Evasion 32" havia sido topo de gama da Beneteau em 1984


A entrada na barra do Tejo fez-se pelas 1700 ainda com a vazante, vínhamos 2 horas adiantados, mas com os 25 nós de vento, não houve problema com este menino a dar a velocidade estonteante de 6 knt SOG

O Bugio, qual sentinela do Tejo

A Torre do VTS

Em frente a Belém um dos grandes a sair, a partir daqui foi um saltinho até á Mui Nobre Vila d'Alhandra, com uma navegação na Cala das Barcas ao cair da noite, com a maré vazia, estávamos apreensivos quanto á passagem pela zona problemática da Bóia 1, neste local a sonda baixou até aos 2 metros, pelo que, por precaução baixamos o pano.
Pelas 2100 H Leg, estávamos com a Alhandra pelo nosso través de BB.

domingo, 12 de setembro de 2010

Férias - Valada 2010

Como vem sendo hábito todos os anos, não dispenso uns dias por água água acima, em busca do descanso de Valada do Ribatejo, e devido a umas costeletas partidas á conta de uma queda na clarabóia de proa, havia 2 meses que estava afastado destas aventuras, não completamente restabelecido, mas com as férias por gozar, lá fui.
O rio a montante de Salvaterra está impraticável para navegar á vela em condições de segurança, neste ponto, cruzei-me com o "Lezíria" que vindo de Valada, o mestre me alertou para o facto de haverem muitas redes na água, por precaução baixei o pano imediatamente, ainda não estava a vela grande em baixo e já tinha o patilhão a bater numa das ditas cujas.



Rapidamente me vi metido num emaranhado de bóias e cabos, e tomei a decisão de me fazer a Valada pelo canal da margem Norte, menos fundo, mas sem redes, e com a sonda a apitar no 1,80m lá passei em relativa segurança, pelo menos não havia cabos nem redes.

A chegada a Valada é sempre a mesma, pontão cheio e desordenado, mas há sempre lugar para mais um, um dia alguém há-de meter mão nisto e se alguém meter mão nisto, pode ser que isto se "indireite" e dê para tapar dois ou três buracos, diz-se.

Mais ou menos apertado, lá ficamos acostados, no meio dos mais ou menos residentes habituais


A novidade, a praia fluvial está proibida para banhos, por mim trocava este cartaz por um simples "Estamos a sacudir a água do capote", seja, houve alguns acidentes, diga-se graves com banhistas, e como tal, a praia é que tem culpa, prevenção não houve, condições que sejam também não, inclusive não existe uma ambulância num raio de 15 km, aliás nem táxi, a autarquia continua de costas voltadas para o rio, e em vez de se investir, desinveste-se, nada como um cartaz para prevenir os acidentes.


3 diazitos, umas quantas petingas fritas e outros tantos bitoques da "Ti Rosa" depois, lá nos fizemos por água abaixo, fica a foto da praxe o "leaving Valada"

O "Tomarense" encostado no cais dos areeiros, a actividade está semi-parada.


Em jeito de reflexão, quem gosta de passar uns diazitos sem horas, adormecer ao som do sino da igreja, comer comida caseira e não se preocupar com muita coisa, está tudo na mesma.
O desinteresse da autarquia pelo rio continua e nem vale a pena nos preocuparmos muito, é assim e pronto, não os podes vencer ...
Em termos de navegação, cuidados redobrados a montante de Salvaterra, as redes ilegais proliferam, pela primeira vez cruzei-me com uma lancha da Policia Marítima nestas latitudes, esperemos que seja um bom sinal para acabar com esta praga.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Aviso á navegação d'água acima

Atlântico Norte - Portugal Continental
Rio Tejo - Ponte Marechal Carmona (Vila Franca de Xira)
Posição: Lat: 38º 57' 365 N Long: 008º 58' 707 W Datum WGS 84

Aviso a toda a navegação d'água acima que se encontra "fundeado" um tronco, leia-se árvore, na posição indicada, seja o vão do meio da ponte, o referido obstáculo não está visível a partir de meia maré de enchente, aflorando á superfície a partir de meia vazante.
Toda a navegação deve tomar as devidas precauções marinheiras, sendo de evitar a passagem por esta via.
Para mais se indica que todos os outros vão da ponte têm calas francas, pelo que a passagem se pode efectuar por qualquer outro, no entanto após a passagem da ponte, devemos aproar á curva da margem Norte, Lat: 008º 57’ 927 N Long: 008º 57' 672 W.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Passeio até á Regata Atlantico Azul

O Domingo passado foi dia de passeio a Lisboa para acompanharmos a Regata Atlântico Azul, no fundo não é mais do que uma oportunidade para vermos aquele pessoal da outra banda, que outrora aparecia em Alhandra do moribundo Cruzeiro do Tejo (agora já é cadáver).
Esta é uma das poucas alturas em que nos encontramos no Tejo, as festas do Colete Encarndo em Vila Franca é outra ocasião, assim como a feira de Outubro.
Pelos menos neste dia, a semi-vazia Marina do Parque das Nações, fica engalanada com mais alguns barcos, politiquices á parte, os preços acima da média, um marketing inexistente e uma localização daquelas que nem é carne nem peixe, poderão lançar esta infraestrutura ao abandono, e não é por falta de aviso, há défice de lugares para barcos na bacia do Tejo, mas não é desta maneira que eles vamos lá, esta é a minha opinião, e vale o que vale.


Como lhes costumo chamar, "Os gloriosos malucos dos barcos típicos" lá apareceram com as embarcações engalanadas a rigor, de apreciar as manobras hábeis á vela com aquelas embarcações de manobra pesada, uns nem motor usam, outros usam, mas julgo que deve ser só para equilibrar a embarcação.
De Aveiro (Ilhavo ou Montemor) veio o Eugénio, que comigo faz tripulação no NVV Veronique, desta feita assumiu a função de Skipper no NV Volare.
Foi um passeio sem grande história, a Regata perdeu o sentido uma vez que não se realizou o almoço de convívio, deste modo, não sei não.
Nós salvamos o dia com um bife da vazia e uma velejadela de grande luxo, do Parque das Nações a Alhandra, numa bolina cerrada com um Norte pela proa.
Pelas 18 00 aportávamos na Real Marina d'Alhandra.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Dias da borda d'água ( II )

O verão avança á velocidade da nortada, entretanto decido que o Vaurien não é barco para mim, lá consigo dar a volta ao Kebra para me distribuir um Moth Europe que lá andava aos caídos, era o "Zebra", tinha pertencido a um antigo campeão desta classe (Pedro Cavaco), agora re-baptizado com o nome de "Este" (Leste), outra um supra sumo da classe, do alto dos seu 30 anos, ostentava um mastro de fibra vegetal (madeira) remendado, uma retranca do mesmo material, um boom-jack de roldana e cabo d'aço e um trapo branco com o nº P-287.
Para comemorar o bota-abaixo organizamos uma subida do rio até ás "Obras" (Azambuja), mas como estávamos de castigo não nos foi concedida autorização, ou seja fomos na mesma, e o outro a berrar atrás de nós tambem no Europe, tal é a máxima, "se não os podes vencer ..."
Entretanto a feira do melão estava presente no Jardim de VFX, tivemos que parar para o abastecimento de melão e bebermos uns copos de branco, nesta altura do ano ainda não havia vinho.
Continuamos rio acima e fazemos uma paragem muito técnica na praia dos cavalos, ali bem em frente á central do Carregado, a maré tinha virado, o vento caia, e nós parados, não tivemos outra opção.
Enquanto misturávamos umas coisas com tabaco para rirmos um bocadinho, o Kebra deliciava-se com um liquido incolor religiosamente acondicionado numa garrafa de "Genebra" (daquelas barrentas, a condizer com a água do Tejo) que recolhia á proa do Europe.
Na primeira oportunidade satisfizemos a nossa curiosidade e bebemos o bagaço todo, mas para o tipo não dar por falta, substituímos igual quantidade por água do Tejo, afinal até era barrenta, a condizer com a garrafa.
As coisas até tinham corrido bem se o Kebra não se lembra de beber mais um trago, com o pretexto de "um bocadinho para a viagem", tal é a surpresa que ele mal leva a garrafa á boca, começa logo a cuspir aqueles nomes que só ele nos chamava, e começa logo a treinar para a maratona atrás de todos os putos que se mexiam, a cena só acabou porque ele já não conseguia correr muito e lá se espalhou no meio dos caniços enquanto o pessoal içava as velas, assim muito á pressa, se calhar estávamos com saudades d'Alhandra.
Claro que mais uma vez fomos injustamente castigados, não sem antes termos pegado no "Mini 1000 do outro e escondido ao virar da esquina.
Só por curiosidade, o rapaz hoje já não bebe bagaço, foi remédio santo.
(continua)