terça-feira, 11 de maio de 2010

As velas da liberdade ou um barco chamado aventura

Em plena guerra civil de Angola e no dia das comemorações do 3º aniversário da independência, seis rapazes fogem de Luanda num veleiro de 13 metros. Orientados por apenas uma bússola, um mapa rudimentar e um rádio a pilhas, cruzam um oceano de duvidas, medos e anseios, em busca da liberdade e da própria vida, o destino é Portugal.
Após 50 dias passados no mar e um natal no meio de uma tempestade, o veleiro "Tartan" atinge a costa algarvia.
Imperdivel, só mesmo lendo, para que nos seja devolvido o verdadeiro sabor da vida, e acreditar que com vontade toda a viagem é possível.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Em jeito de reflexão

Está a fazer 3 anos que ando para aqui a escrever umas coisas, como diz um amigo meu, "ah e tal, podes não dizer nada de jeito, mas até escreves umas merdas".
O que é certo é que numa altura em que se pouco falava de redes sociais, abracei a Blogosfera com o intuito de exprimir alguns sentimentos, nomeadamente o prazer que tenho em navegar, nas viagens de água acima, o sonho de um dia quiçá o mar como horizonte.
Como todas as crianças vivi a série "Verão Azul" e vibrava com a história do velho Chanquete, que vivia no seu barco e que este para si tinha o significado de uma vida.
Naquela altura eu pensava, "quando for grande, também quero viver num barco, deve ser giro".
No dia 5 de Maio de 2008, tomei uma decisão, larguei 14 anos de vida, e fui com uma mochila ás costas para o único sitio onde me sentia bem, para o barco, como lhe chamo, o meu cantinho, por momentos pensava que não deveria ter sido desta maneira, não fui obrigado, mas fui por necessidade de me encontrar.
"Ganda Maluco", diziam, vive num DC 740, eu respondia que para mim dava perfeitamente, sentia-me bem, tinha um quintal do tamanho do Tejo e passava o tempo de pés descalços no convés.
O tempo que passei (e ainda passo lá), permitiu que descobrisse que por mais que pensasse que já tinha as respostas todas, há sempre algo que troca as perguntas e ficamos sem respostas para dar.
Entre confusões, indecisões e muitas navegações, demorei cerca de 2 anos a traçar o novo rumo, navegador solitário por opção me assumo, pode ser que o barco chegue a um porto seguro, senão, vai continuar a navegar.
Todas as escolhas que fazemos, vão ditando a vida que levamos, eu levo a vida assim, á minha maneira.Nestas alturas em que o tempo passa e as horas não contam, sinto que não sou infeliz.

João (o gajo d'Alhandra que foi viver para um DC, como dizem lá em Aveiro)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Regatas de Abril - As imagens

Regatas de Abril

O bom tempo veio por aí acima e com ele uma frota da ANC deslocou-se á Mui Nobre Vila d'Alhandra para engalanar o nosso rio.

De salientar que a frota Alhandrense apresentou 4 embarcações, Volare, Falua, Fulô e Snoopy, sendo que esta ultima é residente na capital, no total apresentaram-se 16 embarcações na linha de largada.

Vieram os que são da casa e outros que pela primeira vez nos visitaram e que esperamos que venham mais vezes, faltaram mesmo os da casa que poderiam ter feito um esforço para já terem as embarcações a navegar, a marina continua vazia, os barcos estão em terra, e barco parado não faz viagem.

Mais uma vez dediquei esta regata aos gloriosos "marineros" de barcos em terra e Patrões de Esplanada.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Francisco Lobato, de rumo a França

Por motivos profissionais e com muita pena, não me foi possível estar presente na despedida ao Francisco, de qualquer modo estive lá representado por um dos meus tripulantes habituais (JOQ) e respectiva família, que teve a cortesia de me ceder os momentos captados pela sua objectiva.

Preparativos

De largada, rumo ao mar como horizonte


Inolvidável, a frota de veleiros que acompanhou o velejador Luso até á saída da Barra

O Francisco efectuou uma paragem técnica em Aveiro, de seguida seguirá para Port-la-Forêt, onde irá participar num primeiro estágio de alta competição, vemos aqui o Figaro encostado ao Mike Davis/Porto de Aveiro, propriedade de um dos "senhores" da vela de cruzeiro nacional e apoiante do Francisco, Delmar Conde.

Bons ventos acompanhem o nosso velejador solitário e que todos naveguemos com ele em mais esta cruzada. www.franciscolobato.com

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Le bon trois

Estávamos no inicio da década de 80, quando entrava o Nordeste fresquinho, um força 3*, como nós dizíamos (7 a 10 nós), aparelhávamos os "Europes" a correr e lá íamos nós fazer umas bolinas naquele vento muito certinho, o melhor vento para treinar, dizíamos.
Aparecia o "" Chico com a sua "Mike davis", e dizia "rapaziada, está como dizem na França, le bon trois", e realmente é verdade, não há nada que chegue a um bom NE de força 3, soprando certinho lá da Lezíria, como quem vem dali do pilar Sul da ponte de VFX.
Este fim de semana foi assim, no sábado veio de Leste, e já estava bom, mas no domingo assumiu-se de NE, e certinho, foi dia de encher a barriga... de vento.

Certas imagens valem por tudo, um barco adornado QB, um rio estanhado, ao fundo a paisagem ribatejana

* Naqueles tempos a escala Beaufort era ficção, a Força "0" não havia vento, o Força 3 é o descrito, sabíamos que estava força 4 quando ainda aguentávamos o barco, no Força 5 já andávamos com a vela a bater e as "voltas" do Europe na água, o Força 6 era nortada desfeita, ficávamos em terra a ver a carneirada.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

I bet I hear you calling
But I can't come home right now
Me and the boys are sailing
And we just can't hear a sound

Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them calling
but, what can I do
but what can I do

You say you feel so empty
That our house just ain't our home
I'm always somewhere else
And you're always there alone

Just a few more hours
And I'll be right home to you
I think I hear them calling
but, what can I do
But, what can I do

But, I know you're lonely
And I hope you'll be alright
'Cause me and the boys will be sailing all night