Acabadinho de sair da água, ainda com o casco sujo
sábado, 23 de janeiro de 2010
A seco
domingo, 10 de janeiro de 2010
Frio, chuva e bons ventos
Digamos que foi talvez a melhor velejadela que já demos no Blue Seven, quanto mais conhecemos este barco mais ele nos surpreende, eu que estava receoso quanto aos Bavaria, não tinha escutado grandes opiniões e o que tinha ouvido não era grande coisa, mas também sabemos que o Genuíno Madruga deu duas voltas ao mundo num Bavaria 36, irmão deste, logo não poderia ser mal de todo.
Desde o primeiro dia que pegámos nele, ficámos admirados com o seu comportamento, fomos buscá-lo a Oeiras e o tempo não estava para meiguices, a partir desse momento, vimos que tínhamos barco.
Desde então temos andado em testes de mareações e afinações, testamos comportamentos e o resultado não pode ser melhor, a partir do momento em que se consegue afinar e obter o equilíbrio na mareação, temos barco.
A tarde começava com um ventinho de SE de 13/15 nós, com o Rui ao leme e comigo nas manobras de cabos e no piano, afim de me ambientar também ás afinações do barco, normalmente a cargo do Rui.
Rapidamente a tendência do vento foi para aumentar de intensidade, situando-se entre 19 e 20 nós, alcançando por vezes os 23, a tendência a bordo também foi a minha passagem para o leme ficando o Rui na manobra e nas afinações, a maré vazante fazia-se sentir com muita intensidade, as bolinas eram trabalhosas e até alcançarmos o canal do Alfeite a progressão era penosa, a partir de certa altura perdi de vista o Rui que contrariando as leis da gravidade, conseguiu fazer um chá bem quente, a partir desse momento as coisas ficaram um pouco mais fáceis e foi um bordo directo até ao Parque das Nações, onde chegámos juntinho ás 19 horas.
O dia acabou comigo a tomar um grande duche a escaldar nos explendidos balneários da marina, apenas fui interrompido pelo marinheiro de serviço que estranhando a minha demora foi á minha procura, não me tivesse acontecido alguma coisa má no duche.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Os jacintos
Agora o cenário vai ser este, a deriva rio abaixo, rio acima.
A marina começa a ser invadida, os barcos ficam envoltos por um manto verde asfixiante
O nosso Chico do Cabo da Vila, (arrais do clube) faz os impossiveis para afastar os jacintos da marina, mas ele é só um, eles são muitos e vêm de todos os lados.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Primeiro de Janeiro
A resposta é simples, a navegar claro.
Mais uma vez o "Blue Seven" foi a unica embarcação a sair da Marina do Parque das Nações, depois de meter uma cunha ao pessoal de serviço para atrasarem o fecho das comportas, lá conseguimos autorização de saída para cumprirmos a voltinha da praxe.
Demos uma velejadela sem história no tenebroso Mar da Palha, desta vez calmo demais para o que estamos habituados.
No ETA estabelecido com o pessoal de serviço, entrámos pela comporta e mais uma vez esta se fechou á nossa passagem, desta vez estavam mesmo á nossa espera.
O Dani, navegador destemido que no dia anterior havia largado da Mui Nobre Marina d'Alhandra com destino á Doca do Espanhol, juntou-se a nós na Marina e acompanhou-nos nesta passeata.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Alhandra, 30 de Dezembro de 2009
As gentes do Ribatejo profundo, habituadas a estas coisas de cheias, dizem que é bom para os campos, "arrebenta" com as nascentes, enche os furos e limpa as ribeiras.
Por aqui aparecem os malfadados jacintos, uns peixes esquisitos vindos de Espanha chamados Lucios, uns caranguejos grandes e os lagostins d'agua doce.
A Marina começa a ficar despida de mastros e a perder a sua graça, os barcos vêm a terra para serem reparados, na Páscoa voltam para a água, depois da tempestade vem o Bonanza.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Momentos 2009
Estava a tripulação a malhar um Gin no "Mar & Arte", quanto somos informados que estava toda uma frota Lusitana reunida na rua do "El Capitan", uns já vinham de Arcachon, outros da Corunha e outros andavam pelas Rias Baixas.
Na foto Cmdt Machadinho, Cmdt Delmar Conde, Cmdt Chico Albino, Imediata Isabel, Cmdt Julio e o Je.
No dia seguinte pelas 17 horas locais, uma frota Ibérica saíu da baía de Bayona com destino á Veneza Portuguesa.
*
Marina do Parque das Nações, surgiu com a Expo 98, tendo ficado conhecida na altura como a Marina da Expo.
Cedo se começaram a sentir as consequências dos erros de projecto, um quebra-mar flutuante mostrava-se completamente inadequado para suster os temporais do Mar da Palha, a susbstituição do quebra-mar flutuante por enrocamento tambem não foi solução e o constante assoreamento levou a que esta infraestrutra depressa passa-se a ser conhecida como "O maior tanque de lama da Europa"
A 11 de Abril de 2002, a Direcção da ANMPN foi recebida pela Parque Expo, SA. Nessa reunião, foi manifestada a intenção de ambas as partes, de trabalharem em conjunto para a resolução dos problemas que afectavam a Marina, evitando tanto quanto possível a via litigiosa. Tratava-se do futuro da Marina que está em jogo, como local de lazer e polo dinamizador de actividades náuticas na área do Parque das Nações em termos de Qualidade, Segurança e respeito pelo Meio Ambiente, dignificando aquele local como uma referência em termos de lazer.
No dia 16 de Novembro de 2007, ou seja, cinco anos e meio depois do encerramento da marina e saída das embarcações, o Conselho de Administração da Parque Expo,SA anunciou, finalmente, a adjudicação da obra de reabilitação, estando o prazo de conclusão fixado em 18 meses.
Agosto de 2009, com o arrais "Bolha" ao leme, o NV Volare entra pela comporta da bacia Sul e (re) inaugura a Marina do Parque das Nações.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Mensagem de Natal e Ano Novo
Colocando tudo nos pratos da balança, o saldo foi positivo, ou seja, ficámos um pouco acima da linha d'água, ainda não foi desta que fomos ao fundo.
Salvaram-se as navegações, Alhandra, Valada, Salvaterra, Seixal, Oeiras, Cascais, Aveiro, Porto, Leixões, Vila do Conde, Vigo, Bayona, sempre que pude disse "pronto a embarcar".
Vem aí um novo ano, as esperanças mantêm-se, há novos projectos na forja, o ano anuncia-se de mudança, o coração ainda balança entre o encostar o N.V.Volare e partir para navegações mais longinquas, nada está ainda decidido.
O mais certo é ficarmos por estes lados, o Rui, o Pedro e o "Blue Seven", tambem entraram pela minha imaginação dentro e a fasquia fica um bocado mais alta, os projectos e as ideias amontoam-se, temos só que descobrir como montar as peças para a engrenagem funcionar, algo se há-de arranjar.
Se nesta altura me perguntar o que vou fazer no próximo ano, teria de responder a mim mesmo que "ainda não sei", mas uma coisa é certa, vou navegar.
A todos os que me acompanham por aqui nestas andanças, aqueles que contribuiram para que este ano fosse um bom ano da minha vida, sendo com um sorriso, uma palavra, um conselho, enfim com qualquer coisa, fica aqui um desejo de um bom ano de 2010 para todos.
Vamo-nos vendo por aí, com aquele brilhozinho nos olhos, e com o espirito de alguem sempre mais além, que um dia espera ter o mar como Horizonte.
domingo, 20 de dezembro de 2009
20-12-09, um dia muito frio
Deu para tudo, largos a surfar por esse Mar da Palha fora, popa rasa em Alcantara, o vento aparente enganava na sua intensidade, quando virámos de bordo em frente a Sto Amaro, é que vimos que o tipo estava bruto, mas certinho, uns 24 nozes de luxo vindos de Leste, que nos obrigou a trabalhar um bocado, o Rui no piano esforçava-se por afinar o barco para conseguirmos ter navegação equilibrada nas bolinas.
"Agarra-te ao pincel que eu vou tirar a escada"
A melhor opção foi vela grande no 1º rizo e reduzir a genoa a 110%, e lá conseguimos uma navegação equilibrada, bastante adornados, mas controlado.Rumo á Margem Sul após a Pt 25 de Abril, viragem de bordo na confluência do canal do Alfeite com o canal do Barreiro e demos um rumo directo á Expo.
Era noite quando entrámos as comportas, mais uma vez estas se fecharam após a nossa entrada, e mais uma vez dissemos, "estavam á nossa espera".
Um barco, dois gatos pingados, e uma estrutura de milhões de euros ao nosso serviço.
Mais um grande dia de Inverno para navegar, frio, muito, mas vale a pena, acima de tudo, pelo prazer de navegar e navegar por prazer.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Aviso aos Navegantes D'agua Acima
Posição da Boia nº 1 - Lat 38º 49' 608 N Long 009º 02' 548 W
Aproximando-se as quadras festivas da passagem d'ano, Carnaval e Páscoa, em que o pessoal d'agua acima se mete por água ábaixo e vice-versa e como assim persistirem as conversas de bar e esplanada sobre a situação da Cala das Barcas, nomeadamente junto á Boia nº1, que foi recolocada na posição acima indicada, cumpre-me informar do seguinte:
(Ah, não confundir com a Boia nº3, porque essa tá colocada em seco, no Mouchão do Lombo do Tejo, e quem passar por lá encalha de certeza).
Em viagem efectuada num dia com um PRM de 2,94, altura referida ao nivel do Zero Hidrográfico, passei junto á mesma (no sentido correcto da balizagem), foi verificado o seguinte valor:
A sonda á hora foi de 4,70 m, na altura do estofo da maré.
A BXM nesse dia foi de 1,01 m.
Daqui poderemos tirar os seguintes dados:
Altura de PRM: 2,94 m
Atlura de BXM: 1.01 m
Amplitude de maré: 1,93 m (PRM - BXM)
Sonda á Hora: 4,70 m (SR + PRM)
Sonda Reduzida: 1,76 m (PRM - SH)
Se á Sonda Reduzida somar-mos a altura de BXM, neste dia passariamos no BXM, safos com uma Sonda á Hora de 2,77 m
Estes valores são referidos cerca de 0,50 cm abaixo da linha d'agua.
Pelo que julgo poder afirmar, que cumprindo a Balizagem passamos sem problemas, não quero deste modo contradizer aqueles que afirmam que tem de se passar 1oo m da bóia, outros dizem que é ao contrário, outros nem sequer sabem qual é a bóia e vão passando, outros encalhando.
È claro que este apontamento apenas serve de referência, os destemidos marinheiros deverão sempre tomar as devidas precauções que a prudência marinheira assim o aconselhar.
domingo, 29 de novembro de 2009
Um dia de Inverno no "Blue Seven"
Cristo Rei na proa e 25 de Abril pela amura de EB
O vento estava pelos 12 nós de NW, e saímos com o pano todo no ar, mas á medida que nos apróximava-mos da capital o vento subia gradualmente com refregas a chegarem fácilmente aos 26 nós, que nos largos nos proporcionava pontualmente a velocidade estonteante de 12 nós, mas tambem obrigava o "Blue Seven" a monumentais orçadelas, pelo que a opção foi reduzir pano para equilibrar a questão.
Na orçadela, a vida começava aos 20 nós
Margem Sul
Num ápice estavamos em Cacilhas, rondámos 180º junto á 25 de Abril e viémos a surfar nas bailadeiras até perto de Stª Apolónia, onde o vento estava com tendência para cair, a corrente forte fazia-se sentir e a progressão tornou-se morosa, ao cair da noite a opção foi de ligar motor e baixar velas.
Um Iatezinho estacionado perto de Stª Apolónia
Era escuro e começava a chover quando entrámos na Marina, o pesssoal de serviço aguardava a nossa chegada podemos assistir pela primeira vez ao fecho das comportas.
Foi mais um belo dia de Inverno, frio, ventoso, chuvoso, mas a navegar.


