segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Clube Náutico de Salvaterra de Magos - 6 Primaveras

Foi no dia 24 deste mês que o jovem e dinâmico Clube Náutico de Salvaterra de Magos completou meia duzia de primaveras.
Desde um primeiro telefonema da Srª Presidente da CMVFXira a solicitar a minha colaboração, á primeira reunião que tive com a comissão instaladora em meados de 2002, até á data de hoje, temos que dizer que pelo trabalho desenvolvido, o clube náutico está mesmo de parabêns.
Obra de um trabalho meritório das direções que por lá têm passado (são sempre os mesmos).
De recem formado, ilustre desconhecido, a potência e referência nacional na modalidade de Canoagem, foi um passo de gigante.
Com instalações junto ao cais da Vala Real, no edificio do Centro de Interpretação Educativa e Ambiental, um edificio que contêm um museu do rio e onde se pode ver um pouco da cultura piscatória das gentes ribatejanas.
Mais uma vez o clube distinguiu as pessoas e entidades que com ele têm colaborado, mostrando que coisas deste tipo ficam sempre bem.
Por tudo isto e muito mais, é que podem continuar a contar comigo, Clube Náutico de Salvaterra de magos, um exemplo a seguir.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Aveiro - Porto - Vila do Conde (As imagens)

Aveiro - Porto - Vila do Conde 17 e 18 de Outubro

Dia 16

Chegada á AVELA pelas 2300 horas, onde já se encontravam o outros Skippers, cumprimentos boas vindas, 2 croquetes, 2 minis e um café e vou para o pontão, antes de me retirar para bordo do Véronique, ainda aceito o convite do Candido para ir a bordo do "Casvic", onde se encontrava o Chico e a Isabel.

Dia 17

Madrugada, cedo, entra o Eugénio no Véronique, á procura do colete, prega-me um susto do caraças, e lá vai ele embarcar no "Jonas", isto porque 2 membros da tripulação teriam de ser distribuidos por outras embarcações, neste caso pelo "Jonas" e Chemy", uma vez que o proprietários não estavam habilitados para a distancia entre portos.
A mim num sorteio completamente viciado, calhou-me o "Chemy", barco mais pequeno e maneirinho da frota, no entanto foi um surpresa agradável, o barco era despachadinho e o Helder, feliz proprietário, foi um tipo impecável, até a cozinhar.
Pelas 0800 largávamos do trapiche e pouco depois saíamos a Ria e entrávamos num mar de "senhoras".
A viagem durou cerca de 6 horitas sempre de velas içadas mas com o motor a ajudar, ao inicio da tarde e após uma viagem sossegada, entravamos a barra do Douro, já com uma vazante bastante forte que nos dificultava o seguimento.
Mais uma vez a solução adoptada para atracar, este ano no cais de Gaia, não era a melhor, pelo que gradualmente a frota dirigiu-se para a Ribeira do Porto, onde apesar de mau, era melhor.

Dia 18

Alvorada ás 0800 da manhã, um cafézinho na ribeira e pelas 0900 já nos faziamos ao mar com destino a Vila do Conde.
Com um vento de Leste, moderado e certinho, e um mar encrespado, lá fizemos uma velejadela de luxo até Vila do Conde, antes das 1200 e com o vento a cair entravamos a barra, desta feita já desassoreada, sempre com fundos na ordem dos 5 metros.
Depois de almoço, a viagem fez-se de Andante até ao Porto e de Intercidades até V.F.Xira.
Por mim, este ano tá feito, chega de mar, para o ano há mais, se Deus Nosso Senhor quiser.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O "Beagle" já lá vai

Pois, o "Beagle" abandonou a Mui Nobre e Real Marina d'Alhandra, foi vendido, coube-me a mim a nostálgica tarefa de o levar rio abaixo para a sua nova morada e para o seu novo dono.
Demorei o máximo que pude, acreditem, fui mesmo nas calmas rio abaixo, tão penosa que se tornara a tarefa, acho que me custou mais a mim do que ao Rui (armador).
Fui várias vezes Skipper deste barco, um "Dufour 30 Classic", ainda estávamos na fase do descobrir, e nem o chegámos a afinar e a aparelhar como gostariamos, mas pronto já lá vai.

Um dos melhores momentos no "Beagle", velejadela de luxo ao largo de Cascais

Agora a altura deverá de ser de mudança, mudança de barco e quiçá de projectos de vida, outros barcos virão, talvez maiores, e maiores navegações tambem, aguardemos.


Hoje, rio abaixo, na Cala das Barcas, junto á nova bóia nº1, agora reposicionada.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

2009 - 09 - 09

"The clouds prepare for battle
In the dark and brooding silence.
Bruised and sullen stormclouds
Have the light of day obscured.
Looming low and ominous
In twilight premature
Thunderheads are rumbling
In a distant overture...
All at once, the clouds are parted.
Light streams down in bright unbroken beams...
Follow men's eyes as they look to the skies.
The shifting shafts of shining weave the fabric of their dreams..."

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Constellation

Uma das fotos que ficaram na minha mente desde a juventude, primeira metade da década de oitenta, recorto esta foto numa revista de vela, e colo no interior da porta do meu roupeiro em casa dos meus pais.
Representava a alegria que tinha em velejar e o sonho de vir a ter um veleiro.
Há uns meses voltei a ver a foto, estava numa revista na Fnac, lembrei-me que já tinha visto nalgum sitio e fui á sua procura, lá estava ela, onde a tinha deixado, se a memória não me atraiçar, vai para 25 anos.
Descolei com o maior dos cuidados e fiz o scanner para a preservar.
Trata-se do veleiro "Constellation" de 1964, defensor da 32ª Taça América.
Felizes aqueles que têm o prazer de passar momentos como os retratados nesta foto.
(Mesmo no barcos pequeninos)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

"Pen Duick VI" em Lisboa (doca do espanhol)


Entrava eu com a minha humilde embarcação na doca do espanhol, quando me apercebo que encostado na muralha Norte, se encontra um belissimo Ketch (veleiro de 2 mastros), faço uma aproximação, e o meu espanto não podia ser maior quando vejo o nome "Pen Duick VI", era um dos barcos do malogrado velejador Eric Tabarly, mais própriamente o último da saga "Pen Duick".

Idealizado pelo próprio Tabarly, segundo a "International OffShore Rule", para competir na primeira regata "Whitbread", volta ao mundo para tripulações em 73/74.

O "Pen Duick VI" e Tabarly venceram a Transat em solitário em 1976, na qual Tabarly considerou como sendo a sua melhor vitória. No ano de 1981 este barco foi considerado absoleto para competição, em virtude dos novos materiais e tecnologias de competição, no entanto ainda hoje é considerado um dos veleiros mais bonitos ainda a navegar.

Actualmente é propriedade de uma empresa de cruzeiros de St-Malo, e continua a aliciar quem nele navega, fazendo cruzeiros oceanicos por todo o mundo.

Comprimento total: 22, 25 m Deslocamento: 32 Ton Boca: 5,30 m Calado: 3,40 m Àrea Vélica: 260 m2 Material do casco: Duraluminio Construção: 1973 no Arsenal de Brest

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Foi á dois anos ...

Recebi hoje um mail do Marco Dutra, que relembrava a todos que acompanharam a volta ao mundo de Genuino Madruga, que foi á dois anos que tudo começou.

"A 25 de Agosto de 2007, na vila baleeira das Lajes do Pico (Açores), partia o velejador picoense Genuíno Madruga para a sua II Volta ao Mundo em Solitário.
Fez rumo a sul com o intuito de passar o tenebroso e mítico Cabo Horn, o que acorreu às 09h45 do dia 24 de Janeiro 2008.
Seguiu-se o Pacífico, Austrália e uma impar paragem em Timor Leste onde foi honrosamente recebido.
Passado o Índico, ancorou em África onde repousou.
Entrou novamente no Atlântico e já a caminho de casa, na madrugada de 10 de Maio, Neptuno cobrou novamente o mastro do Hemingway, quando esteve estava a 1928 milhas do seu destino e a cerca de 700 do Brasil.
Neste dia, vimos a fibra deste verdadeiro lobo do mar, quando via rádio e após longa conversa, nos disse que apesar do infortúnio e das precárias condições de navegabilidade, seu próximo porto seria na sua ilha natal, para o que assumia o risco de tal decisão.

"Esta é uma viagem que não é para qualquer um" diz o navegador que acrescenta “O importante é chegar fim”.

Grato agradecimento de todos e a todos quantos navegaram com o Hemingway."

O "Hemingway", envergando a armação de fortuna (vela improvisada com a genoa e a retranca como mastro), já com a ilha do Pico á vista.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Follow your dreams

Saí para o mar, passado algum tempo dou comigo a pensar, realmente o que nos leva a passar horas ou dias inteiros no mar, olhamos as velas, a crista das ondas, a costa que vai desaparecendo, acabamos por ter o mar como horizonte, e sentimos a nossa pequenez perante o seu imenso e infinito poder.

Nós e o barco, um unico ser, respiramos o mesmo ar e bebemos a mesma essência, ficamos com aquele brilhozinho nos olhos e vivemos a matéria de que são feitos os sonhos.
Fechamos os olhos, sentimos o espírito livre, no entanto presos a uma vida que não deixa de ser feita a perseguir pensamentos, acreditamos nos nossos sonhos e sentimo-nos vivos por isso.
Felizes aqueles que têm a oportunidade de perseguir os seus sonhos e um dia quiçá, conseguir que se tornem realidade.

sábado, 29 de agosto de 2009

Por água abaixo - Rumo ao Mar


Desta feita, no dia 29 de Agosto fui por água abaixo, senti em mim a necessidade de ir para o mar, o Rui precisava de um Skipper para o "Beagle", combinámos as coisas e pelas 1100 h.leg, estávamos a sair da doca do Espanhol (Alcantara), com destino incerto e sem horas de voltar, iamos dar uma "volta valente", para onde o vento nos levá-se.
Rumo ao Farol do Bugio, a barra do Tejo ficava para trás

Ao largo da torre VTS (Vessel Trafic Sistem), reparei num Super Maramu pelo meu través de EB, só podia ser o Maibar, imediatamente chamei ao rádio, e obtive a confirmação, era o Luis que se dirigia para Cascais, informou-me que á nossa proa estava uma embarcação em testes de mar, para iniciar em Outubro, a volta ao mundo, era o Thor VI.

Um dia, quiçá, o mar como horizonte

Informei que se um dia tivesse essa ideia e precisa-se de alguem com um enorme desejo de ter o mar como horizonte, podia contar comigo, entretanto informei que nos iriamos fazer ao largo para apanhar vento mais forte e mais tarde passariamos por Cascais.

Pelas 1330 h.leg já faziamos rumo para o largo e algum tempo depois passávamos ao largo da bóia de espera, pelas 1600 virámos de bordo, o meu GPS dava-me um rumo directo em bolina cerrada para a baía de Cascais, onde chegámos perto das 1800.

Já com o rumo para Cascais

Aportámos para beber um café na Mui Tiazona Marina de Cascais e assim como chegámos, logo fomos postos a andar. Ainda fomos fazer fazer as visitas da praxe aos amigos que se encontravam por aquelas bandas, posto isto, fizemos rumo directo a Lisboa, perto das 2200 h.leg estávamos atracados na doca do Espanhol, onde me encontro agora a teclar, a bordo do "Beagle".

O dia no mar chegava ao fim, depois de um dia fenomenal, vento certinho de 15 nós, vagas largas de 2 metritos, velejadelas de luxo ao largo, é sempre uma imagem inesquecivel entrar á noite no porto de Lisboa.
Amanhã vamos por água acima, o barco vai para Alhandra, ETA (estimated time of arrival) 1330 h.Leg.