Uma das fotos que ficaram na minha mente desde a juventude, primeira metade da década de oitenta, recorto esta foto numa revista de vela, e colo no interior da porta do meu roupeiro em casa dos meus pais.segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Constellation
Uma das fotos que ficaram na minha mente desde a juventude, primeira metade da década de oitenta, recorto esta foto numa revista de vela, e colo no interior da porta do meu roupeiro em casa dos meus pais.sexta-feira, 18 de setembro de 2009
"Pen Duick VI" em Lisboa (doca do espanhol)
Entrava eu com a minha humilde embarcação na doca do espanhol, quando me apercebo que encostado na muralha Norte, se encontra um belissimo Ketch (veleiro de 2 mastros), faço uma aproximação, e o meu espanto não podia ser maior quando vejo o nome "Pen Duick VI", era um dos barcos do malogrado velejador Eric Tabarly, mais própriamente o último da saga "Pen Duick".
Idealizado pelo próprio Tabarly, segundo a "International OffShore Rule", para competir na primeira regata "Whitbread", volta ao mundo para tripulações em 73/74.
O "Pen Duick VI" e Tabarly venceram a Transat em solitário em 1976, na qual Tabarly considerou como sendo a sua melhor vitória. No ano de 1981 este barco foi considerado absoleto para competição, em virtude dos novos materiais e tecnologias de competição, no entanto ainda hoje é considerado um dos veleiros mais bonitos ainda a navegar.
Actualmente é propriedade de uma empresa de cruzeiros de St-Malo, e continua a aliciar quem nele navega, fazendo cruzeiros oceanicos por todo o mundo.
Comprimento total: 22, 25 m Deslocamento: 32 Ton Boca: 5,30 m Calado: 3,40 m Àrea Vélica: 260 m2 Material do casco: Duraluminio Construção: 1973 no Arsenal de Brest
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Foi á dois anos ...
"A 25 de Agosto de 2007, na vila baleeira das Lajes do Pico (Açores), partia o velejador picoense Genuíno Madruga para a sua II Volta ao Mundo em Solitário.
Fez rumo a sul com o intuito de passar o tenebroso e mítico Cabo Horn, o que acorreu às 09h45 do dia 24 de Janeiro 2008.
Seguiu-se o Pacífico, Austrália e uma impar paragem em Timor Leste onde foi honrosamente recebido.
Passado o Índico, ancorou em África onde repousou.
Entrou novamente no Atlântico e já a caminho de casa, na madrugada de 10 de Maio, Neptuno cobrou novamente o mastro do Hemingway, quando esteve estava a 1928 milhas do seu destino e a cerca de 700 do Brasil.
Neste dia, vimos a fibra deste verdadeiro lobo do mar, quando via rádio e após longa conversa, nos disse que apesar do infortúnio e das precárias condições de navegabilidade, seu próximo porto seria na sua ilha natal, para o que assumia o risco de tal decisão.
"Esta é uma viagem que não é para qualquer um" diz o navegador que acrescenta “O importante é chegar fim”.
Grato agradecimento de todos e a todos quantos navegaram com o Hemingway."

O "Hemingway", envergando a armação de fortuna (vela improvisada com a genoa e a retranca como mastro), já com a ilha do Pico á vista.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Follow your dreams
Nós e o barco, um unico ser, respiramos o mesmo ar e bebemos a mesma essência, ficamos com aquele brilhozinho nos olhos e vivemos a matéria de que são feitos os sonhos.
Fechamos os olhos, sentimos o espírito livre, no entanto presos a uma vida que não deixa de ser feita a perseguir pensamentos, acreditamos nos nossos sonhos e sentimo-nos vivos por isso.
Felizes aqueles que têm a oportunidade de perseguir os seus sonhos e um dia quiçá, conseguir que se tornem realidade.
sábado, 29 de agosto de 2009
Por água abaixo - Rumo ao Mar
Ao largo da torre VTS (Vessel Trafic Sistem), reparei num Super Maramu pelo meu través de EB, só podia ser o Maibar, imediatamente chamei ao rádio, e obtive a confirmação, era o Luis que se dirigia para Cascais, informou-me que á nossa proa estava uma embarcação em testes de mar, para iniciar em Outubro, a volta ao mundo, era o Thor VI.
Um dia, quiçá, o mar como horizonte
Informei que se um dia tivesse essa ideia e precisa-se de alguem com um enorme desejo de ter o mar como horizonte, podia contar comigo, entretanto informei que nos iriamos fazer ao largo para apanhar vento mais forte e mais tarde passariamos por Cascais.
Pelas 1330 h.leg já faziamos rumo para o largo e algum tempo depois passávamos ao largo da bóia de espera, pelas 1600 virámos de bordo, o meu GPS dava-me um rumo directo em bolina cerrada para a baía de Cascais, onde chegámos perto das 1800.
Já com o rumo para Cascais
Aportámos para beber um café na Mui Tiazona Marina de Cascais e assim como chegámos, logo fomos postos a andar. Ainda fomos fazer fazer as visitas da praxe aos amigos que se encontravam por aquelas bandas, posto isto, fizemos rumo directo a Lisboa, perto das 2200 h.leg estávamos atracados na doca do Espanhol, onde me encontro agora a teclar, a bordo do "Beagle".
Amanhã vamos por água acima, o barco vai para Alhandra, ETA (estimated time of arrival) 1330 h.Leg.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Boas noticias
A talho de foice, o porquê desta conversa e satisfação pelo eventual regresso da actividade dos areeiros?
Para nós, navegadores d'água acima (ás vezes por água abaixo), isto tem um significado muito especial, são estes barcos que na sua actividade mantêm as calas rio acima, navegáveis, nomeadamente a montante da Pt Marechal Carmona (VFX), e pela sua passagem, impedem que sejam colocadas redes ilegais nas mesmas, passei anos sem tropeçar nas redes de meixão, (isto porque navegava nas calas), só este verão já tropecei 3 vezes (e continuo a navegar nas calas), com devido aparato, pano no ar, baixa pano, mete motor, corta cabos, o motor nestas alturas nunca pega, etc.
Fundeio na cala, junto da baliza, e lá vem ele outra vez, como eu estava na cala, passou perto, sempre rente ao BXM, vazio depois do frete, o mestre reconhece-me e lança o apito curto de passagem por EB.
Que mais nos resta dizer? Nós navegadores d'agua acima, vos saudamos.
"João conde e Fls" Valada, 10 Julho 2008
"Bacalhau" Valada, 10 Julho 2008
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Heroes of a kind - O Bote dos bacalhoeiros

domingo, 23 de agosto de 2009
Por água acima, mais uma vez
Entretanto o Zé, na sua esbelta embarcação motorizada "Al Hamma" ficou de ir mais tarde no nosso alcance, o que sucedeu pouco depois da nossa passagem pela ponte da Leziria, suspiro de alivio para os tais menos habituados que imediatemente solicitaram o seu transbordo para a embarcação motorizada.A viagem correu sem incidentes de maior com a nortada a crescer pela tarde fora, com vento entre os 17 e os 23 nós, com a Quinta das Areias pelo través de BB, sou alertado pelo meu Grumete, que da vigia da proa dá o alerta, "ó pai, o cabo azul tá-se a partir", era o cabo do enrolador da genoa que estava a dar mostras de fadiga e como tal enrolei a genoa e anulei a sua função.
Á chegada fomos saudados pelas tripulações que lá se encontravam, o Paulo "Beluga", Marco "Oceanus", Zé Bonito "Magnum", e o Ti Vitor (mestre da traineira) que assim que viu chegar o Veleiro mais bonito do universo, quiça mesmo d'Alhandra, se prontificou a retirar a embarcação auxiliar para me ceder o seu lugar, ás 1800 horas locais estavamos atracados no Mui abandalhado pontão de Valada.
O Paulo e o meu moço de convês que entretanto queria ir para a praia
Acabámos a malhar umas bifanas na tasca da Ti Rosa, de onde saímos já o serão ia alto e dirigi-mo-nos para o "Bar Tejo", era noite de Karaoke.
As tripulantes diziam que eram doces, e cantavam "... fecha a porta e tal, amanhã de manhã ...", até porque esta noite já não havia condições.
A mim só me pôem a cantar o "homem do leme", os Skippers presentes cantavam em coro.
Domingo, acordo cedo com o som caracteristico das adriças a baterem no mastro, mau presságio, vento já a esta hora? Não é normal e muito menos em Valada, mas pronto se estamos habituados a levar com ele de tarde, nada como para variar levar com ele logo pela manhã, e foi assim, nortada até á Azambuja, á vista da Pt da Leziria o vento cai na totalidade e dá lugar a um mar (rio) de azeite até Vila Franca, á passagem da Pt Marechal Carmona vem novamente a nortada (a tipa tave entre pontes), que nos acompanhou até á nossa Mui Nobre Vila d' Alhandra.
Azeite
Perto das 1400 H Leg, e já a levar com a nortadada, aportámos á Mui Nobre e Real Marina d'Alhandra.
Em jeito de conclusão, gosto muito de navegar no mar, vou para lá navegar sempre que posso e disfrutar da sua imensidão e poder, mas o Rio, o nosso Tejo, é lá que realmente me encontro, na quietude e na beleza das suas margens.
Venham de lá as nortadas, as nordestadas, as suladas, as correntes e as refregas, cá nos encontramos, e entretanto aguardamos pacientemente pelo final de Setembro, pelo Equinócio e o mês de Outubro, para mim, o melhor mês para navegar.
Apenas porque, "navegar é preciso".
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
MAIBAR
A bordo do "Maibar", mesmo após a viagem do Algarve para Lisboa o Luis e a familia abdicaram da sua ida para casa, para passarmos uns bons momentos juntos, ainda por cima levei convidados para o barco do meu amigo.
Luis, um abraço por tudo, pela amizade, pelo cuidado e pela preocupação que demonstras para comigo. e por receberes sempre bem os meus amigos tambem.




