Agora é a sério, é mesmo visto da minha janela, após cerca de 2 anitos a viver de modos que a bordo do meu DC 740, e após insitência familiar, lá consegui convencer alguem a me vender uma casa, como tambem não devia nada a ninguem, o banco lá me emprestou o dinheiro e pronto, prá semana lá me devo mudar, mas não definitivamente,, já alertei a familia para o facto de, se pensam que é por ter uma casa que vou lá estar sempre sossegadinho, desenganem-se, porque isto de viver a bordo deixa as suas mazelas, vai ser preciso um periodo de transição que deve durar cerca de 30 anos, vá lá 32, no minimo, a partir desta altura deverá ser feita uma avaliação da situação.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
O Tejo visto da minha janela
Agora é a sério, é mesmo visto da minha janela, após cerca de 2 anitos a viver de modos que a bordo do meu DC 740, e após insitência familiar, lá consegui convencer alguem a me vender uma casa, como tambem não devia nada a ninguem, o banco lá me emprestou o dinheiro e pronto, prá semana lá me devo mudar, mas não definitivamente,, já alertei a familia para o facto de, se pensam que é por ter uma casa que vou lá estar sempre sossegadinho, desenganem-se, porque isto de viver a bordo deixa as suas mazelas, vai ser preciso um periodo de transição que deve durar cerca de 30 anos, vá lá 32, no minimo, a partir desta altura deverá ser feita uma avaliação da situação.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Hemingway navega em precárias condições

Dia 18 de Maio 2009 - 17h UTC
POSIÇÃO: 20.54 Norte - 046.34 Oeste
ESTADO DO TEMPO: Vento SE 10 nós, mar pequena vaga, céu descoberto, bom tempo.
OCORRÊNCIAS: Sábado do Espírito Santo, 18 de Maio de 2002 pelas 15h00 o Hemingway dava entrada no Porto da Horta regressando de sua primeira viagem à volta do Mundo. Foi dia de festa no mar e em terra! No dia 25 de Agosto de 2007 este emblemático veleiro partia com seu único tripulante do Porto das Lajes da ilha do Pico para segunda viagem a volta do Mundo. Desta vez tratava-se do maior de todos os desafios - Passar o Cabo de Horn de Leste para Oeste! Efectivamente no dia 14 de Janeiro de 2008 o Hemingway cruzou o Cabo da ilha de Horn, chegou a Latitude 56 Sul, navegando em sentido contrário ou seja do Atlântico para o Pacífico. A 21 de Março de 2009 completa-se a segunda viagem de circum-navegação na posição 08.27 Sul, 023.12 Oeste. Hoje, decorridos Sete anos, navego a caminho da minha ilha onde devia chegar como antes no Sábado do Espírito Santo. Tal não irá acontecer nesta data tão importante para todos os Açorianos residentes ou não nas nossas ilhas porquanto mais uma vez o Hemingway como frágil que é foi vítima das forças da Natureza ficando mais uma vez sem mastro!
Sem seu mastro, navegando com vela e mastro improvisados, irá regressar às nossas lindas ilhas em data posterior, mas irá regressar! Antes de terminar deixo-vos um pensamento de Henry Van Dyke "Sejam felizes com a vida porque ela vos dá a oportunidade de amarem e trabalharem e brincarem e olharem para as estrelas".
Navegando em precárias condições, 1412 milhas a Sudoeste com rumo a minha ilha, Genuíno Madruga
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Hemingway cada vez mais perto de casa
Dia 13 de Maio 2009 - 17h UTC
POSIÇÃO: 14.19 Norte - 046.59 Oeste
TEMPERATURAS: Água 26 - Ar 26.5
ESTADO DO TEMPO: Vento ENE 17 nós, mar cavado, céu parcialmente nublado, aguaceiros dispersos
OCORRÊNCIAS: Nas últimas 24 horas percorridas 109 milhas. A bordo tudo bem (dentro das condições existentes).Continuo navegando com destino aos Açores. Avistado um navio (SMC ROBERTA) navegando com rumo 126 e velocidade 16 nós. Navegando a caminho de casa, cada dia mais perto, Genuíno Madruga.
terça-feira, 12 de maio de 2009
A armada invencível e a Nau á deriva
Cada vez que ouço histórias do mar, recordo-me de ouvir falar em naufrágios, gigantes Adamastores, navios fantasmas e outras coisas do género que povoam a nossa mente desde tenra idade.
E recordei-me de uma história que me acompanha desde a minha meninice, a história de uma Nau construída á beira do Tejo.
Nau que sempre a conheço a navegar, umas vezes contra ventos e marés, outras vezes a favor, mas sempre navegou em pleno esplendor.
Os seus comandantes dentro da sua sabedoria, tinham o orgulho de comandar semelhante nau, as tripulações sempre tiveram prazer em servir, e a Nau lá andava, muitas vezes sobre olhar atento de quem teimava em se servir dela.
A Nau continuou a navegar, foi sendo alvo de manutenção, foi-se apetrechando, tornou-se num símbolo, imponente, apetecível na sua maturidade.
Até que um dia, o Comandante da Nau não reuniu o consenso de alguns poderes que se teimavam em instalar ao longo dos anos, mas sem êxito até então.
Até que aconteceu o dia em que se iria reunir o Conselho que iria decidir o próximo Comandante da Nau.
Os que até então ansiavam o poder, reuniram generais, (alguns deles amotinados da tripulação anterior), os generais chamaram e reuniram milicianos, muitos nunca se tinham visto embarcados e teve lugar a bordo a batalha pelo governo da nau.
A batalha foi curta o até então Comandante, em inferioridade numérica, perdeu uma batalha sem glória contra uma armada invencível.
A milícia assumiu de imediato o governo da nau, os generais de imediato dispensaram as tropas, a batalha estava ganha.
O novo Comandante e os seus Generais assumiram o comando da nau, mas esqueceram-se que a milícia que os tinha ajudado na batalha já não estava presente, os despojos, agradecimentos e louvores foram atribuídos, e de seguida a milícia recolheu aos antros de onde eram oriundos.
A tripulação do antigo comandante, essa, continuaria a bordo, atenta ao governo da sua Nau.
Hoje a Nau está a navegar, quiçá á deriva, o Estado-maior não reúne consenso, Generais desertaram, outros viram as tropas desertar, outros continuam a acreditar, mas já não se revêem na batalha em participaram, outros continuam a acreditar.
Mas a Nau é grandiosa, vai continuar a navegar, talvez até encalhar na ignorância daqueles que um dia, sem nunca andarem embarcados, foram chamados a participar numa batalha alheia.
Porque a tripulação, essa há-de sempre estar presente.
In “Memórias de um tripulante”
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Bons ventos ajudam o Hemingway
"Dia 11 de Maio 2009 - 11h UTC
Em novo contacto, Genuíno diz que está tudo bem a bordo.Posição 10º44N 045º33W, rumo 330º, velocidade 4 nós com a vela improvisada, o que é excelente.Iremos aumentar o esforço de contactos para bordo, o que acontecerá 4 vezes por dia, para vigilância apertada à posição do Hemingway.A armada portuguesa e a marinha brasileira gentilmente contactaram o grupo de apoio para saber do navegador e estão atentas ao desenrolar da situação. "
HEMINGWAY PERDEU O MASTRO ESTA MADRUGADA
Liguei agora o PC e dou de caras com um mail do Marco Dutra (Açores), com a comunicação de bordo que o Genuino Madruga lhe havia enviado, neste momento está comprometida a chegada aos Açores no dia 30 de Maio."HEMINGWAY SEM MASTRO
Cerca da 01h00 do dia 10-05 quando navegava na posição 09.27 Norte e 044.38 Oeste, com vento de ENE entre 15 e 18 nós, (alízios) o Hemingway foi surprendido pela passagem de possível ciclone ou tornado ou ainda outro fenómeno atmosférico com vento inicialmente de Sul e posteriormente Norte da ordem dos 60 a 70 nós e mar localmente alteroso. A genoa que a meio pano já não foi possível recolher rebentou e em bocados foi levada. O mastro partiu-se pelo primeiro espalha- brandais. Aproximadamente 1 hora mais tarde cessou a chuva aasim como o vento que voltou a ENE 15 nós. Ainda durante a noite (fazia Lua) foi possível safar os destroços o que não evitou algum estrago na borda e no varandim de bombordo que ficou totalmente destruído. Após amanhecer com a retranca improvisei um mastro e com uma vela (genoa) o Hemingway voltou a navegar embora que a velocidade muito reduzida. A bordo há combustível para aproximadamente 800 milhas. Com esta vela improvisada e com a ajuda do motor irei prosseguir minha viagem com destino a ilha onde nasci, não havendo data prevista para chegada. De momento estou a 1928 milhas a Sudoeste da ilha do Pico.Com um grande abraço, desde este imenso mar a caminho de casa Genuíno Madruga"
Marco Dutra a instalar a bordo do Hemingway o sistema de envio de mails via satélite, e que nos permitiu ter sempre em tempo útil as noticias do navegador solitário.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Reposição de stock
Aviso aos Navegantes
Atlantico Norte - Portugal Continental - Rio Tejo
Real e Mui Nobre Marina d' Alhandra
Lat: 38º 55' 714 N Long: 009º 00' 299 W
Avisa-se toda a navegação na zona que no próximo sábado dia 9 de Maio, no intervalo de tempo entre as 1500 e as 1700, e por um periodo entre 2 a 3 minutos (vá lá 4 no máximo), a bordo no N/V Volare vai ser concedido o regime de bar aberto, já foram enviados convites a algumas entidades, os cravas do costume poderão aparecer sem convite, como é hábito, se por acaso me esqueci de alguem, poderá integrar o 2º grupo sem ofensa pessoal para os mesmos.
*
O Aviso acima, deve-se ao facto do dono da esbelta embarcação haver sido aniversariante esta semana, pelo que o facto não deve ser tomado como qualquer tipo de campanha eleitoral.
Quem pretender Ice Tea, tem umas sacolas de chá de flores silvestres (cortesia do Tó da Segafredo), tem o fogão e a chaleira á disposição, depois é só esperar que arrefeça, para o processo ser acelerado, colocarei á disposição 3 pedritas de gelo que serão gentilmente cedidas pelo Silva do bar.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
O Cigano do Mar
Lembrei-me que algures tinha o seu numero de telefone e hoje falei com ele, está vivo, disse-me que não tem vindo trabalhar no barco, dentro da sua humildade, a vida não o tem permitido económicamente, mas o sonho de colocar o "Olympus" a navegar mantem-se, o Zé é assim, possuidor daquele brilho nos olhos e da matéria de que são feitas os sonhos.
Disse-lhe que um dia destes tinhamos de falar pessoalmente para fazermos uma crónica mais alargada, adorou a ideia, tenho é de ir a Belem ter com ele.
Despediu-se, agradecendo por me ter lembrado da sua pessoa, acho que no Domingo vou passear a Belem.
A foto acima e o texto que se segue foram retirados do blogue "Peixeagulha""Apanhei esta foto, por acaso, entre coisas que ando a mudar de sítio.
Digitalizei-a e aqui está.Este barco apareceu no Clube Naval de Ponta Delgada, oferecido, suponho eu, pela Direcção Regional dos Desportos.
Tinha sido comprado pelo Governo Regional ao proprietário, na ocasião, Deocleciano, qua o havia restaurado, a partir de muito pouco, na Terceira. Coragem, a do Deocleciano.
De seguida ele viria a ganhar outro salvado, novamente um trimaran, o Intermezzo (onde morreu assassinado o seu proprietário,em 2006, no Algarve).
Eram barcos a mais para o Deocleciano que, ainda por cima, tinha o vício de construir barcos ( "Vénus", o catamaran, também é dele).
Assim, o "Olympus" ia ser entregue, em mão, ao Clube Naval que o quisesse e, nem na Terceira, nem no Faial o queriam.Como estava na Direcção do CNPD nessa altura, acreditei que seria bom para o Clube e, que para além disso, não seria oneroso.
E, assim foi.O Olympus passou a estar bem equipado, com uma boa caixa de ferramentas, um bote anexo, com um motor de 2 cv e o seu próprio motor auxiliar que às vezes funcionava.Foi criada uma lista de comandantes autorizados e uma tabela de preços para aluguer.
Quanto à lista, houve polémica de sobra. Apesar de serem todos barcos, há diferenças entre um paquete e um boca aberta e, há que respeitá-las.
Do mesmo modo, ninguém nasce ensinado e há que aprender. A modéstia é boa conselheira.
Seguindo, com o dinheiro ganho, sempre se conseguia melhorar qualquer aspecto.Do palmarés, há uma regata Horta-Velas-Horta, com o Manel Mota, Marques Moreira (pai), Marco e não sei se mais alguém, em que o Olympus largou da Horta e chegou a Velas, antes da corveta que deveria registar as chegadas.
Não sei se a 15 ou 20 nós, alguém o confirmará, viagem essa concluida com uma bela atracagem à vela na "marina", no antigo saco do porto de Ponta Delgada.Numa viagem de Santa Maria, para S. Miguel, com destino posterior nas Flores e, a uma velocidade de cerca de 15 nós, o mastro andou. Era de esperar que acontecesse, tal era o estaiamento, mas como bons tesos, sempre pensamos que aconteceria mais tarde.
Esta é a famosa "viagem das pedras" à qual regressarei mais tarde.
Reboque para Santa Maria e, mais tarde, para S.Miguel.Depois, os seguros e a falta absoluta de vontade dos sócios do CNPD em defender o barco. Aliás, "Sírius" de fora, nunca mais defenderam nada que navegasse: Vougas, baleeiras, Olympus, Wings e até mesmo o "peix' Agulha".
Estranho, não é?Foi longo abandono do "Olympus" , até à sua posterior compra por alguém que ficou apaixonado pela sua singularidade, o Zé, uma das pessoas mais apaixonadas pelo mar que conheci em toda a minha vida.
Pronto (quase) o restauro do Olympus, ainda viriamos a ganhar ao "Intermezzo", tripulado pelo Deocleciano, uma regata Ponta Delgada - Ribeira Quente."
Luar
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Associação Nacional de Cruzeiros - 4 dias no Tejo
Um DC 740 no meu sector de navio alcançante, aproximava-se a motor
O jantar da ANC, na "minha" mesa, os meus amigos Maria da Luz e Fernando Rosinha
A viagem no sentido descendente foi efectuada no domingo de manhã, com vento fresco o que proporcionou uma boa velejadela até Alhandra, onde o "Volare" chegou á hora de almoço.
Mensagem de Páscoa para os Marineros d'Alhandra:
O Sol quando nasce é para todos, o rio que corre tambem, a marina é para quem a paga, usem-na bem.



