terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Segurança a Bordo (II)
Procedimentos a ter a fim de evitar alguns acidentes:
- Fazer um planeamento detalhado da viagem e considerar um plano alternativo.
- Dar conhecimento do planeamento a toda a tripulação.
- Determinar a nossa posição e marcar constantemente, utilizar sempre que possivel mais que um método (GPS, Carteação e Estima).
- Corrigir os erros atempadamente.
- Deve-se utilizar sistemáticamente toda a informação disponivel a bordo.
A Viagem
- Recolha de informação:
Nesta fase determina-se e identifica-se os riscos, as áreas criticas e perigosas, para isto devem-se utilizar as CNO, Publicações, Roteiros, Tabelas de Marés e Listas de Ajudas á Navegação.
- Planeamento:
Deverá cobrir toda a viagem, incluindo a largada e acostagem.
As derrotas, perigos e resguardos, deverão ser marcadas nas cartas a utilizar.
Na determinação da distãncia de resguardo a um perigo, devemos ter presente a possibilidade de uma falha no aparelho propulsor ou no governo da embarcação.
Devemos ter em conta factores mutáveis, como por exemplo, o estado do tempo, correntes e marés, que poderão obrigar a uma revisão dos planos.
- Monotorização:
Deverá haver um processo contínuo de monotorização da posição do navio, comparar sempre a progresssão real da viagem com o planeado.
Deve-se tirar sempre o máximo partido de todos os equipamentos de navegação disponiveis, a operacionalidade dos mesmos deverá ser verificada antes de largar ou de entrar em águas restritas ou perigosas.
- Apoio em terra:
Mantenha alguem em terra informado do seu plano de viagem, mesmo que a viagem seja curta.
Essa pessoa poderá informar as autoridades em caso de atraso no seu regresso.
- Verificação:
Verifique o estado do casco, motor e equipamentos, certifique-se de que estão presentes o meios de salvação necessários, que tem combustivel suficiente para toda a viagem, incluindo uma reserva para chegarmos a um destino alternativo.
Faça um briefing de segurança.
- Informação Meteorológica:
Assegure-se do estado do tempo, se corresponde á previsão, se a tendência for para piorar tome precauções acrescidas.
As análizes de acidentes em navegação indicam que, em 80% dos casos, o erro humano é a principal causa, a informação que poderia ter evitado do acidente estava disponivel, mas não foi utilizada.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Segurança a bordo
A segurança a bordo é uma responsabilidade que deve ser partilhada por todos os navegantes, toda a tripulação deve contribuir para isso, quer em terra, nos preparativos da viagem e no mar.
O Patrão ou Skipper deve conhecer as regras de segurança que se aplicam á sua embarcação, a sua tripulação e os outros navegantes, confiam que ele conhece e sabe manobrar a sua embarcação de forma segura, que possui os conhecimentos, equipamentos de segurança adequados e em boas condições.
Manobra- Navegar sempre a uma velocidade de segurança e manter vigia constante, avaliando com todos os meios disponíveis se existe risco de colisão, conheça os limites da sua embarcação.
Treino- Mantenha-se sempre treinado na manobra da sua embarcação, treine atracagens, recolha de naufragos, manobra com velas, conheça a sua embracação ao pormenor e saiba sempre onde está a ferramenta, meios de socorro e salvação.
Cartas e Publicações Náuticas- Devem de estar a bordo as edições actualizadas das CNO (Cartas de Navegação Oficiais), publicações e roteiros náuticos da zona onde navega, a tudo isto deverá juntar os mais recentes Avisos aos Navegantes.
Meios de Salvação- Aproximadamente 90% dos afogados em acidentes marítimos não usavam coletes de salvação.
O colete permite a sobrevivência mesmo quando inconsciente, evita a fadiga, ajuda a manter a temperatura do corpo, tem um apito e alguns luz para chamar a atenção, em caso de mau tempo, aconselha-se o seu uso permanente.
Use equipamento de agasalho adequado ás circunstancias e á temperatura da água, em águas frias, a principal causa de morte é a Hipotermia.
Nas nossas águas a temperatura varia entre 10 e 25ºC.
A tabela seguinte mostra o tempo provável de sobrevivência de um náufrago vestido com roupa leve.
Temperatura da água versus Tempo de sobrevivência
0º - 2o min a 1 hora
5º - 30 min a 2 horas
10º - 1 hora a 4 horas
15º - Pode ocorrer a inconsciência em 2 horas, mas não necessáriamente a morte.
20º - Não resulta inconsciência ou morte a partir desta temperatura.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O "Kiki voltou... por pouco tempo
O percusor do windsurf da era moderna n'Alhandra, ainda todos andavam com os "bacalhaus" (pranchas grandes), teve a ousadia de aparecer com uma prancha sem patilhão e que ainda por cima ia ao fundo com o peso do atleta, coisa estranha para a época, ele ainda por cima dizia umas coisas esquisitas, tais como "waterstart", "stringer", "Robbie Naish", "of the lip", "pipeline" e mais umas estrangeiradas.
Tambem foi com ele que cortávamos ao meio as antigas pranchas Mike Davis e Windglyder, faziamos as chamadas "morey booguies", agora denominadas "Body Board", e nas manhãs dos verões (algures na segunda metade da década de oitenta) esperávamos pacientemente pelo batelão das 10 para o meio dia ou pelo barco da Sacor, para conseguirmos fazer uma carreirinha naquelas ondas.
Depois iamos almoçar e esperávamos que o barco da Sacor viesse para baixo para mais uma carreirinha.
De vez em fazia-se uma incursão á costa da Caparica ou a Carcavelos, com as pranchas devidamente devidamente acondicionadas dentro de sacos do pão.
Foi o primeiro atleta do Windsurf alhandrense a ser patrocinado por um empresário da rua direita "Tirico Borges - Frutas e Legumes".
Hoje vive para os lados do Guincho, vende material de windsurf e vai para o mar sempre que pode.
O Kiki voltou por pouco tempo... mas tá perdoado
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
O Tejo visto da minha varanda
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
"Aqui não podem pintar"
A história completa em http://asc-vela.blogspot.com/
O relato retrata até que ponto pode a ingratidão tomar formas, vamos ler, reflectir e reconsiderar:
O pavilhão onde não se podia pintar é o pavilhão onde se guardam os barcos de apoio e combustiveis, é completamente arejado, o portão tem 4 metros e estava aberto, o barco estava junto ao portão, não havia material que fosse afectado pelo cheiro da tinta, a não ser a titulo de pretexto uns quilos de carne, fechados em sacos de plástico, fechados dentro de uma arca frigorifica que por sua vez estava dentro de uma arrecadação.
Como diz o ditado "não queiras servir a quem serviu".
Breve resumo:
Este "Vaurien" de madeira foi construido na década de 80 nos estaleiros Freitas e era o supra sumo da época, foi adquirido em novo por um dos melhores velejadores por instinto que Alhandra já teve "Manel Sequeira" de seu nome, várias vezes campeão nacional nesta classe e foi neste barco que perdeu o campeonato nacional em Alhandra.
Após esse campeonato e num acesso de raiva o barco colocado á venda no clube, foi adquirido pelo seu proa na altura, tambem um dos melhores proas que já conhecia em vela ligeira, "Éddie", "Pedro Maluko" ou Pedro Manuel Germano dos Santos, que á custa da imigração deixou o barco abandonado no clube.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Momentos 2008
03 de Maio, tinhamos saído da Ria de Vigo pelas 0900 Hora Local, ficámos sem vento ao largo junto ás ilhas Cies, esperámos a pairar até ao meio dia e almoçámos uma feijoada de samos preparada de véspera.
A calmaria deu lugar a uma sulada com vento de 30 nós pela proa, e foi assim que nos fizémos á vida e viemos para a nossa terra.
As condições foram melhorando gradualmente á medida que entrávamos nas nossas águas territoriais, no momento desta foto, já com o vento a cair e vaga larga de través, tinhamos acabado de jantar , o Cmdt Veiga ao leme vivia um momento de nostalogia quando na posição 41º44’936 N 008º58’143 W, tinhamos o Farol de Montedor pelo nosso través de BB.
Eram cerca das 2030 H Leg e o Veiga dizia “estamos a passar o Farol de Montedor, um lugar muito bonito, onde um dia gostaria de viver”.
Passava pouco das 0200 H Leg do dia 04 de Maio quando acompanhado pelo “Tibariaf II”, o “N.V. Véronique”, entrava a barra da Póvoa de Varzim.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Cruzeiro Aveiro - Vila do Conde - Aveiro
O Veiga lá dizia "nunca entrei a barra de Vila do Conde, etc" "temos de lá ir, mas só lá vou se fores comigo, etc" "se correr mal tenho de dividir as culpas com alguem, etc".
Cheguei mesmo a pensar que depois da trapalhada do ultimo Aveiro-Porto-Aveiro, não nos iriamos meter noutra, até pensei que o Veiga estivesse a brincar, mas com estas coisas não se brincam, e como não podia deixar um amigo fazer merda sózinho, aí estamos nós.
Vamos tentar entrar com o Véronique a quase inacessivel barra de Vila do
Conde.
A proeza vai-se realizar nos próximos dias 21, 22 e 23 de Fevereiro, o programa de festas ainda está em execução, mas estará brevemente disponivel, desde já poderá haver alguns lugares encaixáveis, pelo que agradecemos aos interessados que se perfilem.
Brevemente no "mar adentro"; "ventosga"; "mama".
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Here comes the Sun
No dia 21 de Dezembro deu-se o Solstício no Hemisfério Sul, ás 02 00 Hmg, o astro rei atingiu a sua máxima declinação Sul sobre o Trópico de Capricórnio 23º26.4 S e por aí se manteve até ás 22 00 Hmg, altura em que iniciou a sua ascensão. Pelas 23 00 Hmg já estava nos 23º26.3 S.
Até que no dia 20 de Março deste ano, entre as 11 00 e as 12 00 Hmg, ele passará a linha do Equador Celeste, logo originando o Equinócio da Primavera, pelas 11 00 ele estará com a declinação 0º00.7 S e ás 12 00 já efectuou a passagem para o Hemisfério Norte 0º00.3 N.
Subirá até aos 23º26.4 N onde atingirá a sua declinação máxima sobre o Trópico de Câncer, onde chegará no dia 21 de Junho pelas 01 00 Hmg, dando origem ao Solstício de Verão no Hemisfério Norte, por aí se manterá até ás 11 00 Hmg, pelas 12 00 Hmg iniciará a sua descida, já estará com a declinação de 23º26.3 N, e consequentemente no dia em que começa o Verão, inicia-se a contagem decrescente para o Inverno.
O Trópico de Capricórnio é o paralelo situado ao sul do equador terrestre, delimita a zona tropical sul, é a declinação mais meridional da elíptica do Sol sobre o equador celeste. É uma linha geográfica imaginária que fica localizada abaixo do Equador e indica a latitude 23º26,0 Sul). Cartograficamente é representado por uma linha pontilhada que divide a área tropical do subtropical, sendo que a temperatura anual das regiões localizadas ao sul do trópico de capricórnio por média é inferior a 18°C. Atravessa três continentes e onze países.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
1 de Dezembro - Aniversário do Glorioso Alhandra Sporting Club
A preparação de uma sopa de pedra
Largada da prova de canoagem de Cadetes e Infantis
Na canoagem estiveram presentes cerca de 130 atletas em K1, K2 e C1, na vela estiveram cerca de uma centena de atletas nas classes Optimist, Laser, Europe, Vaurien e ANC.
As provas decorreram em frente á nossa Mui Nobre Vila d´Alhandra, aproveitou-se uma janela de bom tempo para se efectuarem as provas de canoagem, para depois as condições não serem as mais adequadas para meninos durante as regatas de vela, com uma pequena depressão a se fazer sentir com alguma intensidade e a dar algum trabalho ao pessoal de apoio, nomeadamente junto dos Optimists.
Uma calmaria seguida de uma depressão das boas.




