Dia 17 2000 horas
Chegada á Assoc. Aveirense de Vela de Cruzeiro, de uma delegação de 3 velejadores do Sul que irão integrar tripulações daquele clube.
Delegação: João Rodrigues, Julio Quirino (companheiro destas lides) e Paulo Nunes, um estreante cheio de vontade.
Pelas 2100, é servido um jantar devidamente confeccionado pelo Sr. Presidente Paulo Reis, após o qual embarcamos numa navegação nocturna a bordo do “Liberum”, embarcação Gib Sea de 40’, pertença do armador Bonito Galacho.
Esta navegação terminou pelas 0430 pelo que acabei por dormir a bordo do “Liberum”.
Os meus aposentos nestes 3 dias, o camarote de popa a Bombordo
Dia 18 0730 Alvorada
Distribuição de tripulações, o Cmdt Veiga informa que não vai comparecer, pelo que a tripulação do “Véronique” vai ser composta pelo Eugénio, João Pragana, Julio e Paulo, o Veiga vai de comboio para o Porto, eu fico a bordo do “Liberum” a convite do armador.
0830 – Descida da Cala d'Aveiro com destino á barra, o “Taaroa” informa que o radar e o gps foram abaixo, pelo que lhes passo o meu gps portátil.
Saímos a barra pelas 0920, o Galacho sente-se um bocado indisposto devido á navegação da noite e foi-se deitar, como mais graduado a abordo, assumi instintivamente o leme do “Liberum” coadjuvado pelo jovem marinheiro Kiko nas manobras de cabos, que assumia o leme timidamente cada vez que me deslocava ao WC, efectuámos o bordo mar adentro até ás 1300, enquanto o Machadinho fazia a almoço, á hora de almoço virámos de bordo em direcção a terra, que entretanto já não se via á muito.
A meio da manhã o “Mike Davis/Porto de Aveiro” do Delmar Conde, cortou a nossa proa, pelo que é informado via VHF que me encontro ao leme do “Liberum”, igual a si próprio, o Delmar vira de bordo vem-me cumprimentar no meio do grande oceano do norte.
Entretanto depois do almoço o nosso armador já está recomposto e o Machadinho cansado do esforço efectuado ao fogão, vai dormir por 3 horas.
Entretanto o vento subia até aos 18 nós e proporcionava-nos umas bolinas de luxo com este 12 metros a atingir facilmente os 6,6 nós de velocidade (SOG-speed over ground)
Pelas 1600 e já a pagar uma factura de sono pela noite anterior e após 6 horas de leme, passo este ao Galacho, e fui-me recolher por uma horita.
Pelas 1800 damos entrada na barra do Douro e atracamos na ribeira da Invicta.

Mais uma vez chegamos á conclusão que não há condições para atracar nesta cidade.
Dia 19 0800 AlvoradaO “Celta Morgana” tá com problemas de motor, o Tony não consegue dar arranque, após várias tentativas com baterias do “Véronique” e do “Mike Davis”
E já com a água a vazar bem, é tomada a decisão de levar o “Celta Morgana” a reboque para o Porto de Leixões, cabendo essa mui nobre tarefa ao Cmdt Veiga e ao seu “Véronique”.
Os meus colegas “mouros” que estavam no “Véronique” passam a fazer parte da tripulação do “Tibariaf II”.
Entretanto a frota segue para Aveiro, o José Ângelo (Blue Moon) informa via VHF que só vai chegar a Leixões por volta da 1200.
O “Celta Morgana” fica em Leixões, o Tony (armador) vem de comboio para a Aveiro e o “Veronique” inicia a viagem de regresso a Aveiro.
A bordo do “Liberum”, mete-se o piloto automático, o Machadinho dorme, e cabe ao Galacho a tarefa de fazer o almoço, enquanto eu tomo conta do barco.
Pelas 1600 horas estamos no enfiamento da barra de Aveiro, preparo-me para passar o leme ao Galacho que não aceita e dá-me o privilégio de fazer o “Liberum” penetrar a barra de Aveiro comigo ao leme, e de o levar ria acima até ao pontão da AVELA , ás portas da cidade de Aveiro.
Pelas 1645, estamos atracados.
Pelas 1900 chegava á minha Mui Nobre Vila d’Alhandra.
Conclusões:
De enaltecer este estreitamento de relações e experiências entre 2 clubes de vela, um vocacionado para vela oceânica e o outro para águas interiores.
Falta a deslocação de uma delegação de Aveiro ás nossas águas, vamos começar a pensar em “Valada 2009”
Veiga, eu sei que posso contar contigo.
Galacho, obrigado por me confiares o leme do “Liberum”, esteve sempre bem entregue.
“Liberum” (livre e independente)